quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

ESCATOLOGIA


ESCATOLOGIA
ESTUDO DAS ÚLTIMAS COISAS
LIÇÃO 3
ÍNDICE
CAPÍTULO I : A VINDA DE JESUS E OS FATOS LIGADOS AO
ARREBATAMENTO DA IGREJA
CAPÍTULO II : A GRANDE TRIBULAÇÃO
CAPÍTULO III : O JULGAMENTO DAS NAÇÕES
CAPÍTULO IV : O MILÊNIO (REINO MILENIAL)
CAPÍTULO V : O JUÍZO FINAL
CAPÍTULO VI : NOVOS CÉUS E NOVA TERRA
SEMINÁRIO TEOLÓGICO MORIAH
BACHAREL EM TEOLOGIA
ALUNO; ROBERTO XAVIER GADRET JUNIOR
Rio de Janeiro - RJ
Copyright © 1996. Todos os direitos reservados.

CAPÍTULO I
TEXTO BÍBLICO

“... e Deus limpará de seus olhos toda lágrima; então não haverá mais morte, nem pranto, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. Ap 21. 4.
A. Definição
O que é Escatologia?
Doutrina das últimas coisas - É o ensino dos eventos que estão para acontecer.
Trata da vinda de Cristo e dos eventos posteriores.
B. Principais Fatos Escatológicos Em Ordem Cronológica (Seqüência)
I. A vinda de Jesus para o arrebatamento da Igreja (RAPTO) I Ts 4.17
II. A grande tribulação. Mt 24.21 - Mc 13.19-23
III. O julgamento das nações. Jl 3.2; 3.14
IV. O milênio. IS 2.2 - Ap 20.2,4,6
V. O juízo final. SL 9.7 - Ec 12.14.14 - 2 Pd 3.7
VI. Novos céus e nova terra. Ap 21.1-8

A VINDA DE JESUS E OS FATOS LIGADOS AO ARREBATAMENTO DA IGREJA
1. A Ressurreição dos Mortos (as primícias) 1 Ts 4.16
Quem são esses mortos? São os santos da antiga e da nova aliança.
2. O Rapto da Noiva - 1 Ts 4.17
Num abrir e fechar de olhos (um milionésimo de segundo).
É o tempo que Jesus vai gastar para tirar a Igreja da Terra 1 Co 15.52
Significado da palavra “encontro” no original:
Encontrar para permanecer juntos - Jo 14.3.
= O rapto da Igreja só será visível para os santos, o mundo não verá - 1 Jo 3.2.
O mundo não ouvirá o toque da trombeta, o toque da trombeta está afinado no diapazon do espírito - 1 Co 2.12-16.
3. Tribunal De Cristo - 2 Co 5.10
Não terá neste tribunal pecado nem pecador, e ninguém será condenado neste julgamento. Serão julgadas apenas as nossas obras: Salvação é pela fé, galardão é pelas obras!” Ap 22.12
As nossas obras serão provadas pelo fogo: 1 Co 3.12-14,15 ouro, prata, pedras preciosas, madeira, ferro, palha.
As coroas reservadas para o povo de Deus:
=A coroa da vida - Tg 1.12 - Ap 2.10
=A coroa de glória - 1 Pd 5.2.4
=A coroa da justiça - 2 Tm 4.8
=A coroa incorruptível - 1 Co 9.25,27
Quem receberá galardão?
=Os perseguidos - Mt 5.11,12
=Os humildes - Mt 6.1,3
=Os justos e profetas - Mt 10.41
=Os que doaram algo aos discípulos de Jesus - Mt 10.42
=Os que ensinam a justiça - Dn 12.3,6
4. A Celebração das Bodas do Cordeiro - Ap 19.7
Após a avaliação de Cristo concernente as nossas obras, ele então conduzirá sua noiva para o palácio real, a sala do banquete. Ct 2.4. Veja ainda: Mt 25.1-10.
5. Porque Cremos Que Jesus Virá?
· Ele mesmo afirmou que voltará - Jo 14.3; Ap 22.20.
· Os anjos afirmaram que ele voltará - At 1.10,11.
· Os sinais que ora se cumprem segundo as profecias da sua vinda, atestam que ele virá - Mc 13.28,31.
· Pelo testemunho da ceia do Senhor - 1 Co 11.26.
6. Extensão Da Vinda De Jesus
“No sentido pleno, a vinda de Jesus abrange um período de 7 anos, compreendendo os três grupos de povos em que Deus mesmo divide a raça humana”- 1Co 10.32.
Obs: Este período de 7 anos abrange as duas fases da 2ª vinda:
· ARREBATAMENTO - antes da grande tribulação.
· REVELAÇÃO - após a grande tribulação.
· QUANTO A IGREJA - Jesus virá como seu noivo celestial, a fim de levá-la para si - Jo 14.3.
· QUANTO A ISRAEL - Jesus virá como o Messias Salvador e Libertador para introduzi-lo no milênio, o reino que lhes prometeu - Is 2.2,3.
· QUANTO AOS GENTIOS - Jesus virá como Juiz, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
7. Diferença Entre Rapto E Revelação
· No rapto há segredo Mt 24.36,44 - Na revelação tudo será público Ap 1.7
· No rapto Jesus ficará nos ares - 1 Ts 4.17 - Na revelação virá ao Monte - Zc 14.4,5
· No rapto virá para os santos - 1 Ts 4.17 - Na revelação virá com os santos Jd 14; 1 Ts 3.13
· No rapto haverá profunda alegria 1 Jo 3.2 - Na revelação haverá profunda lamentação Mt 24.30; Zc 12.10
· No rapto os incrédulos serão deixados Mt 25.1,12 - Na revelação serão destruídos Mt 25.41
8. Quem Será Arrebatado
Todo crente lavado e remido no sangue do Cordeiro, o trigo será recolhido pelo Senhor, e o joio queimado. Há muitos membros de Igreja que não serão arrebatados, porque são apenas membros. “ainda não nasceram de novo”, o seu nome nunca foi escrito no livro da vida. Jo 3.3.
9. Sinais Que Precederão O Arrebatamento - Mt 24.32.33
· Falsos Cristos - Mt 24.5
· Guerras e rumores de guerras - Mt 24.6
· Nação contra nação - Mt 24.7
· Fome, terremotos - Mt 24.7
· Falsos profetas - Mt 24.11
· O multiplicar da iniquidade - Mt 24.12 – 2 Tm 3.1.5
· Ciência multiplicada - Dn 12.4 - Na 2.3,4 - Is 60.8
· Dias de Noé - Lc 17.26-30 Gn 6.5.11
· Volta dos Judeus à Palestina - Jr 32.36-42 - Am 9.14.15
OBS: - Os Judeus já voltaram para a Palestina, em Maio de 1948, desde este tempo o Estado de Israel voltou a existir. 1878 anos os Judeus viveram sem pátria, sem terra e sem bandeira.
10. Sinais Destacáveis Da Vinda De Cristo
1. Amontoamento de riquezas - Tg 5.1-6.
2. Conferências de paz - 1.Ts 5.2,3.
3. Apostasia - 1 Tm 4.1 - 2 Tm 4.3,4.
4. Aparecimento de zombadores - 2 Pd 3.3,4.
5. As massas humanas estão se erguendo em protesto, os quatro cavaleiros do apocalipse estão se preparando para entrar em ação Ap 6.2,4,5,8. Cavalo representa inquietação.
6. O mar está perturbado - O mar representa as massas desorganizadas, descontentes clamando por alguma mudança.
11. Sinais Que Precedem A Vinda De Cristo Em Escala Mundial - 2 Tm 3.1-9.
Sinais dos últimos tempos no mundo social:
· Desemprego e violência - Gn 6.11 - Mt 24.37
· Pestes, epidemias e fome
· Na habitação e educação
· Explosão demográfica
Sinais dos últimos tempos no mundo moral:
· Subversão moral
· Menores abandonados, criminalidade infantil
· Libertinagem, drogas, sexo, infanticídio (aborto) EUA
· Homossexualidade. Rm 1.26,27
Sinais dos últimos tempos no mundo político:
· As organizações: ONU, OEA, OTAN, Pacto de Varsóvia
· Conflitos no Oriente Médio
· Golfo Pérsio, um estopim para a 3ª guerra mundial
· A gordura da terra (petróleo) no fim
Sinais dos últimos tempos no mundo físico:
· A multiplicação da ciência e os ovnis - Dn 12.4; Lc 21.11
· Exterminação de vidas pela poluição
· Desmatamento, desequilíbrio o hidrogeológico
· Ataque à camada de ozônio e abalos sísmicos
Sinais dos últimos tempos no mundo religioso:
· Multiplicação de seitas falsas
· Ecumenismo. Viagens do Papa
· Crescimento de missões e discipulado
· Despertamento religioso, movimento de renovação pentecostal
Sinais dos últimos tempos na constituição e vida de Israel:
· Retorno dos judeus à Palestina
· Criação do Estado de Israel, resolução da ONU
· Guerras Árabes - Israelenses - GN 21.9,10
12. Como Vai Ficar A Terra Sem A Igreja?
A) Vai ficar insuportável - Mt 24.21
“Porque haverá, então, grande aflição como nunca houve desde o princípio do mundo até agora. Nem tão pouco há de haver”.
B) O dia seguinte depois do arrebatamento dará início a grande tribulação - Mc 13.19-23.

CAPÍTULO II
A GRANDE TRIBULAÇÃO
1. Definições Vetero –Testamentárias.
· Tempo de angústia sem igual. Dn 12.1
· Dia de indignação e angústia. Sf 1.15a
· Dia de ânsia, de alvoroço e desolação. Sf 1.15b
· Dia de vingança do nosso Deus. Is 61.2
2. Definições Neo-Testamentárias
· Hora da tentação universal - Ap 3.10
· O grande dia da ira de Deus. Ap 6.17 - Rm 2.5
· Dia da grande aflição. Mt 24.21
· “ira”. Rm 5. 9 - 1 Ts 5.9
· Ira vindoura ou futura. Lc 3.7 - 1 Ts 1.10
3. Definição Da Palavra Tribulação
· Comprimir com força - como se faz com as uvas no lagar, ou com a cana-de-açúcar no moinho.
· Aflição, adversidade moral, amargura, tormento, angústia.
· No momento em que o céu está em festa na chegada triunfal dos remidos, neste momento a terra estará sendo assolada por uma tribulação sem precedente na sua história.
4. Quem Governará A Terra Nesse Período?
· O anti-Cristo
· O falso profeta
· A besta
5. Quem Será O Anti-Cristo?
· O anti-Cristo será um “gentio” - Ap 11.2 que se levantará dentre as nações, com apoio político dos governantes do mundo da época.
· A terra estará em desordem total, muita confusão, estará desgovernada em virtude do desa- parecimento súbito de milhares de pessoas decorrentes do arrebatamento da
Igreja.
· O anti-Cristo será um homem de carne e osso, um super líder político mundial. Personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus. Dn 11.36. Veja ainda: 2 Ts 2.3.4.
· O anti-Cristo exercerá domínio sobre todos os povos, com a proposta de restabelecer a ordem.
Definição da Palavra ANTI-CRISTO
Ant - C O N T R Á R I O
Ante - P A S S A D O
Anti-Cristo - Contrário/Contra Cristo e apresentando-se como se fosse o próprio Cristo “Pseudo-Cristo” “No Lugar De”
O anti-Cristo será um grande orador, seu discurso será um discurso inflamado com habilidades de um líder político. Veja Dn 11.36
“... e contra o Deus dos deuses falará cousas maravilhosas...”
O nome anti-Cristo aparece a primeira vez na Bíblia citado nas Epístolas de João 1 Jo 2.18,22; 4.3; 2 Jo 7.
OBS: O dicionário internacional de Teologia do Novo Testamento, volume 1, define o anti-Cristo como: um que é “contra-Cristo”.
O anti-cristo será um personagem habilitado pelo diabo para operar o mal numa escala jamais vista ou imaginada.
Sua maldade e perversidade será superior a de qualquer ditador que já pisou à Terra: Nero, Stalin, Hitler, Mussolini e outros.
Segundo registra o livro “As grandes doutrinas da Bíblia” autoria do Pr. Raimundo Francisco de Oliveira, esses tais ditadores comparados ao anti-Cristo, são inofensivos como bebês.
O anti-Cristo não se submeterá a nenhuma autoridade da Terra ou do céu. O “Cristo Impostor” será um maravilhoso erudito, a vontade em qualquer assunto. Será um cientista em política, suas mãos manusearão as forças do invisível, será
orador, possuindo uma língua de prata. Os homens ficarão embevecidos por suas palavras. Será um verdadeiro mago das finanças. Será um gênio militar sobrepujando a todos os maiores generais pelo seu magnetismo e estratégia. Os homens agregar-se-ão a ele aos milhares e em torno de sua bandeira. Sentir-se-ão orgulhosos em servir sob seu comando.
Referências que confirmam o que foi dito acima: Dn 7.20; 8.23,24; Ef 28.3; Ap 6.2; 13.2.4; 17.17.
O seu governo gozará uma prosperidade repentina. Essa prosperidade será transformada num verdadeiro caos com a manifestação de Cristo em glória. 2 Ts 2.8 – Jl 3.1 - Ap 19.19,21.
6. O Falso Profeta Será Uma Espécie De Ministro De Culto No Governo Do Anti-Cristo, E Seu Principal Aliado
O falso profeta será um super líder religioso, o apóstolo João identifica o falso profeta - Ap 13.11 “... parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. Ele fundará a super Igreja Mundial, será um tempo de muita religiosidade falsa - 2 Tm 3.1,5 - Mt 24.23,26
Ele promoverá um grande avivamento religioso mundial; juntando todas as seitas e credos religiosos existentes. Época em que o ECUMENISMO se fortalecerá, formando um tempo de operações de sinais e prodígios de mentiras. 2 Ts 2.9.
Obs: O único ecumenismo que interessa a igreja de Cristo: “...A fim de que todos seja um, como és tu, ó pai em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”. Jo 17. 21.
7. A Besta
A besta: uma marca, um nome, seu número no momento, só o número é revelado. “666’ a pessoa e o nome só serão revelados após o arrebatamento da Igreja 2 Ts 2.7,8 ...”Então será revelado o iníquo.”
O número 6 na numerologia bíblica identifica o homem o número 6 repetido três vezes, significa o homem exaltando a si mesmo como se fosse Deus; foi o que fez Lúcifer no princípio.
Porque a besta é numerada?
As nações mais adiantadas (desenvolvidas) já entraram na Era da Informática (computadores). Eles planejam um sistema de números permanente para todos os cidadãos a partir do nasci- mento, visando o controle total da população. Os computadores já estão fazendo isso com animais e mercadorias em muitos
países.
OBS: Na grande tribulação o homem será marcado como boi, ou seja, a ferro e fogo. A besta ou anti-Cristo, ao romper sua aliança com os judeus, romperá também com a Igreja Apóstata, da qual ele recebeu apoio na escalada do poder.
O anti-Cristo vai destruir a Igreja falsa para implantar uma nova forma de adoração a ele mesmo; isto é debochar de Deus.
8. Duração Da Grande Tribulação
Consiste em dois períodos, tendo cada um três anos e meio de duração.
· O primeiro é chamado simplesmente de tribulação.
· O segundo que é o pior, é denominado grande tribulação.
9. Como É Essa Primeira Fase?
O anti-Cristo vai prosperar em seu governo, vai conseguir a
“Paz do Mundo”.
· Vai unir árabes e judeus
· Uma falsa paz, paz só em Jesus Cristo!
10. Como É Essa Segunda Fase?
Será quando a besta romper sua aliança com os judeus, e começar a persegui-los, tal fato ocorrerá quando ela exigir adoração a si mesmo e os judeus a recusarem. Dn 7.21,25; Ap 13.7
11. Tragédias Previstas Para O Tempo Da Grande Tribulação
· Morte de um terço da população do mundo. Ap 9.15-18.
· Morte dos seres viventes sobre o mar. Ap 16-3.
· Tormentos cruéis e ausência da morte por cinco meses. Ap 9.5.
· Aliança hipócrita do anti-Cristo com Israel. Dn 9,27; 11.36,45.
· Plenitude da injustiça e da iniqüidade no mundo. II Ts 2.7,10.
· Só poderá comprar e vender que tiver a marca (número) da besta. Ap 13.16,18; 14.11.
· O sol pela primeira vez negar sua luz. Mt 24,29.
· Os sete selos, as sete trombetas e as sete taças da ira de Deus. Ap 6.1,17; 8.1,13; 9.1,21; 11.15,19; 16.1,21.
· Os homens sentirão dores de parto. Jr 30. 6,7.
12. A Igreja Não Passará Pela Grande Tribulação
Porque é promessa de Deus - Ap 3.10 “... Porque guardaste a palavra... Também eu te guardarei da hora da provação que há de vir.” A palavra “da” significa “para fora de” Se a Igreja estivesse destinada a passar pela grande tribulação, em lugar de lerse:... eu te guardarei “da hora” da tentação. Ler-se-ia: “... eu te guardarei “na hora” da tentação. E Paulo teria dito em 1 Ts 1.10: “... Jesus que nos livra “na” ira futura, e não “da” ira futura.
A Igreja é o corpo de Cristo, pertence à era da graça e tem uma grande promessa. Mt 16.18.
A Igreja é isenta da grande tribulação. Vejamos porque:
· Ela vai ser arrebata antes. 1 Ts 4.17.
· Ela é a luz do mundo, não pode ficar nas trevas Mt 5.14,16; 6.22.
· Ela é o sal da terra, não pode ficar na podridão Mt 5.13.
· Ela é santa, não pode sofrer as iniqüidades da besta. 2 Ts 2.8.
· Ela tem o Espírito Santo. At 20.28.
13. O Anti-Cristo Vai Odiar A Ressurreição De Jesus Cristo Ap 11.
Ele vai assassinar as duas testemunhas de Cristo, não permitindo que sejam sepultados. Ap 11.7,9
Por três dias e meio, o mundo inteiro verá os seus corpos Ap 11.9. Depois daqueles três dias e meio, o Espírito de vida vindo de Deus entrou neles. Ap 11.11.
14. Os Quatro Cavaleiros Do Apocalipse Preparam-Se Para Atacar
Temos que ter cuidado no estudo da palavra, sempre pedindo ajuda do Espírito Santo para não fazer-mos confusão. Exemplo: o cavaleiro montando o “cavalo branco”, não é Cristo e sim o anti-Cristo. Ap 6.2. A comitiva desse cavaleiro é macabra:
Vejamos a abertura dos setes selos
· 1º Selo - Cavalo Branco = Anti-Cristo. Ap 6.2.
· 2º Selo - Cavalo Vermelho = Guerras. Ap 6.4.
· 3º Selo - Cavalo Preto = Resseção, Inflação, Fome. Ap 6.5.
· 4º Selo - Cavalo Amarelo = Morte, Espada, Fome, Peste, Feras. Ap 6.8.
· 5º Selo - Almas Dos Santos Martirizadas. Ap 6.9.
· 6º Selo - Terremoto Geral Em Toda A Terra, Sol Negro, A Lua Como Sangue. Ap 6.12.
· 7º Selo - Silêncio No Céu Por Quase Meia Hora, O Toque Das Setes Trombetas Por Sete Anjos Derramando O Juízo Da Ira De Deus. Ap 8.1-13; 9.1-21. Veja ainda: Ap 19.11,14 “Esse sim é Jesus de Nazaré, sua comitiva é um exército montando todos cavalos brancos.” Veja ainda: Ap 19.13 “e estava vestido de uma veste salpicada de sangue.” Ap 19.14 “e seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.”


CAPÍTULO III

O JULGAMENTO DAS NAÇÕES
Após sete anos de angústia, sob o governo da besta, os judeus serão cercados pelos exércitos aliados ao anti-cristo para serem exterminados na grande batalha do armagedom. Todas as nações amigas de Israel nada poderão fazer em favor dos judeus, Israel não terá nenhuma ajuda terrena; nesta hora de grande aflição e angústia, quando o sangue dos judeus estiver correndo na batalha deflagrada, os judeus irão clamar ao Deus
dos deuses pedindo ajuda. Veja: os cavalos na batalha pisando sobre o sangue. Ap 14,20 E Cristo descerá para terminar com a guerra do Armagedom; Teologicamente conhecido como: “Revelação e manifestação de Cristo, aqui todo olho verá”- Ap 1.7; At 1.11; Mt 24,30 Após aprisionar o anti-Cristo e seu falso profeta, Cristo os lançará no lago de fogo e de enxofre. Ap 19,20. Satanás é amarrado por mil anos e lançado no abismo. Ap 20. 2. Jesus cristo será reconhecido de seus irmãos judeus, os quais o traspassaram, e olharão para ele e o prantearão como quem pranteia por unigênito, e chorarão amargamente por ele. Zc 12,10. Veja ainda: Zc 12.1-14 - Israel se converterá nacionalmente a Cristo. Rm 11,26.
· Is 25.9; 66.8 - Após livrar Israel do extermínio do Armagedom, nosso Senhor seguirá direto para o “Vale de Josafá”.
· Jl 3.12 - O local é conhecido profeticamente como o “Vale da Decisão”.
· Jl 3.14 - onde terá início o julgamento das nações vivas.
2. Quem Será Julgado No “Vale De Josafá”?
Nesse tribunal haverá três classes presentes: Mt 25.33,40
· AS OVELHAS - lado direito. Versículo 33.
· OS BODES - lado esquerdo. Versículo 33.
· OS IRMÃOS - diante do rei. Versículo 40.
Cristo fará uma seleção dos que vão participar do seu reino no milênio.
OBS: Somente nações-bodes e nações-ovelhas serão julgadas; irmãos são os judeus – Os irmãos de Jesus segundo a carne.Ovelhas devem ser os povos pacíficos, defensores de Israel que abençoaram os judeus - Gn 12.3. Bodes (cabritos) são as nações que odeiam Israel e se aliarão ao anti-Cristo, contra Israel; e adorarão a besta.
Obs: Não confundir juízo das nações; Mt 25.31-46 com juízo do grande trono branco. Ap 20.11-15
Vejamos a diferença:
Juízo das Nações - Mt 25.31-46
1. Será na Terra
2. Será depois do milênio
3. Serão julgados os vivos
4. Um julgamento de nações
5. Sem livros
6. Não há ressurreição
7. Três classes serão julgadas: ovelhas, bodes e irmãos.
Juízo Final (Juízo Do Grande Trono Branco) Ap 20.11-15
1. Será no espaço
2. Será depois do milênio
3. Serão julgados os mortos
4. Um julgamento individual
5. Livros abertos
6. Será precedido pela segunda ressurreição
7. Uma só classe - Os Perdidos

CAPÍTULO IV

O MILÊNIO (REINO MILENIAL - Is 2.2 - Ap 20.2,4,6
1. O Que Significa Milênio?
É um período de mil anos em que Jesus juntamente com a sua Igreja glorificada, governará a terra. Ainda não será o princípio de um mundo novo, mas tão somente o fim de um mundo antigo. Satanás será preso e as hostes espirituais nas regiões celestes serão aniquiladas.O milênio está localizado no sétimo período dispensacional (estamos vivendo os últimos dias do sexto período da era da graça).
2. Títulos Bíblicos Conferidos Ao Milênio
· Mil Anos - Ap 20.4,6 Define a extensão de tempo
· A Regeneração - Mt 19.28
Este título mostra o caráter terreno da era vindoura.
· Tempos De Refrigério - At 3.19,20
Este título mostra quão abençoada. será a era vindoura.
· Tempos Da Restauração De Tudo - At 3.20,21
Segundo o Dr. Scofield, a palavra “restauração”, foi traduzida de um vocabulário grego, “apokatastasis”, significando restauração a um estado antigo. Veja ainda: Dt 30.1-9.
· O Reino De Cristo - Ap 11.15
Este título faz referência à majestade pessoal do grande, único e eterno Salvador.
· V.T. Jr 23.5 - Dn 7.14
· O Reino Do Céu - Mt 6.10
Seja esta a nossa oração: “... venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...” Assim na Terra como no Céu - A vontade de Deus é que os homens que pertencem ao seu reino na terra obedeçam-no como os anjos do céu.
3. O Milênio Ilustrado Em Miniatura Em Lc 9.27-31, 37
· Jesus em glória, não em humilhação, como quando esteve na terra. Versículos 28 e 31.
· Moisés, representando os santos que dormiram no Senhor. V.30.
· Elias, representando os santos traslados. V.30.
· Pedro, representando os santos que estarão vivos V. 32, 33.
· A multidão ao pé do monte representando as nações que terão um lugar no milênio. V.37.
4. Quando Será O Milênio?
Será estabelecido depois da grande tribulação e logo após o julgamento das nações vivas. Dn 12.11-13 - Mt 25.31
5. Como Estará A Terra Quando Cristo Introduzir O Seu Reino Milenial?
A Terra se encontrará em ruínas após a batalha do Armagedom, duas partes da Terra serão extirpadas, somente a terceira parte restará de toda a terra - Zc 13.8
Esta terceira parte da humanidade constituirá as nações do começo do milênio. A população da Terra estará muito reduzida, principalmente a população masculina, a ponto de sete mulheres naqueles dias lançarem mão dum homem - Is 4.1 -
Veja ainda: Is 13.11.12 - Is 6.12.
Mais tarde sob o reino de Cristo a população se multiplicará com rapidez Is 6.13.
6. Como Será O Milênio?
· Haverá desarmamento total, e as armas de guerra serão transformadas em instrumento para agricultura. Is 2.4 - Mq 4.3. Veja ainda: Jz 3.10.
· Haverá grande cultura alimentícia, e uso de tecnologia avançada na agricultura, resultando grande fartura. Is 35.1 – Veja ainda Jl 3.18; Jr 31.12.14
· As nações andarão segundo as leis do Senhor. FP 2.10,11.
· Jerusalém será a capital do mundo inteiro. Jr 3,17. Veja ainda Is 2.1-3; 24.23. Veja também Zc 14.16.
· Pecado será “não subir a Jerusalém.” Zc 14,17.
· O domínio do reino de cristo será universal. Zc 14.9 - “e o Senhor será rei sobre toda a terra: naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.” Veja ainda - Fp 1.20 - Rm 14.11 - Ap 5.13.
Cristo Estabelece Seu Domínio No Universo:
· Nos céus, na terra e nos mares. Ap 11.15
· (Longevidade) os homens terão seus dias como as árvores. Is 65.22
· Haverá jovens com cem anos - Is 65.20
· Haverá nascimento em produção durante o milênio. Zc 8.5
· Os males que assolam a humanidade serão banidos da Terra:
· Enfermidades, defeitos físicos, pragas. Is 35.5.6 - Veja ainda: Is 33.24
· Os animais ferozes serão mansos, e a Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Is 11.6-9 Os judeus serão tão importantes naquela época que muitos desejarão seus nomes, e até mesmo tocar as vestes. Zc 8.23 - Veja ainda: Is 45.14
Haverá Salvação No Milênio
· pelo conhecimento do Senhor e pelo Santo Juízo de Deus. Zc 8.13
7. Para Quem Será O Milênio?
Literalmente prometido aos judeus, aqueles que sobreviverem ao massacre da besta, e os gentios que não tiveram a marca da besta. Ap 20.4. Mas a prioridade do reino, em todas as coisas, é para os judeus. Rm 2.10. Terão participação no milênio aqueles que não foram raptados, passarão com grande angústia os dias tenebrosos da tribulação, uns hão de selar sua fé, com o martírio, outros escaparão.
Vejamos O Que Diz Paulo 2 Tm 2.11,12 (Ara) “... fiel é a palavra: se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele por sua vez nos negará...” A palavra “perseverar” no grego é “upomene” significa: ficar ou sofrer firme e heroicamente e não desviar-se no tempo de angústia. Veja ainda: Ap 12.11.
8. Como Estará A Igreja No Milênio?
Após o arrebatamento a Igreja (os crentes no Senhor), passarão dum lado para outro, isto é, da posição material ou física,para a espiritual,recebendo corpos glorificados, serão como anjos nos céus. Mt 22.30. A Igreja de Cristo terá um corpo glorioso num estado de bem-aventurança espiritual - Fp 3.21. Veja ainda: 1 Jo 3.1-3. A Igreja estará num corpo celeste - 1 Co 15.40.
Onde Estará A Igreja De Cristo Durante O Milênio?
A Igreja estará com o Senhor em glória. Jo 14.2,3.
A Nova Jerusalém é, “A CASA DO PAI”, que durante o milênio estará sob os céus, e da terra, será vista e contemplada pelo glória da manifestação do Senhor.
A Igreja estará com Cristo - Assim como na transfiguração de Cristo estava Moisés e Elias, não sujeitos as limitações físicas. Lc 9.27-36.
Cristo após ter sido glorificado - andou na Terra por 40 dias, foi reconhecido por Maria Madalena, esteve com os dois discípulos no caminho de Emaús, desapareceu de vez da presença deles, entrava e saía de ambientes fechados sem ser preciso abri-los,
assim será com a Igreja no milênio.
9. O Espírito Santo No Milênio
Cumprir-se-á em sua plenitude a profecia de Joel. 2.28.29.
Quando o Espírito Santo será derramado em plenitude sobre Israel e sobre as demais nações. Ex 36.25-27 - Veja ainda: At 2.16,17 - no milênio o seu cumprimento total.
10. Os Eventos Finais Do Milênio
Ao término de mil anos Satanás que fora preso será novamente solto por pouco tempo. Ap 20.7.8
11. Porque Satanás Será Solto?
· Para provar os que nasceram durante o milênio.
· Revelar a falsidade do coração do homem inconvertível.
· Demonstrar pela última vez a natureza pecaminosa e a tendência humana: e que o homem por si só jamais se salvará, mesmo sob as melhores condições.
· Demonstrar que Satanás é completamente incorrigível.
12. Juízo Reservado Para Satanás, E Todos Os Que Se Deixaram Iludir Por Ele. Ap 20.10
“e o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre onde está a besta e o falso profeta: e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre...”

CAPÍTULO V

O JUÍZO FINAL - Ap 20.11-15 (Julgamento dos ímpios mortos)
1. Ninguém Escapará De Ser Julgado.
Nessa ocasião, todos os mortos ressuscitarão, “grandes e pequenos”, isto é, reis e rainhas, pobres e ricos, serão julgados pelas coisas que estão escritas nos livros, segundo
as suas obras. Veja Ap 20.13... e deu o mar os mortos que nele havia: e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as sua obras...
OBS: v.15 “e aqueles que não foram achados escritos no livro da vida, foram lançados no lago do fogo.”
A menção do livro da vida é sinal que terá a presença de algum justo - pode ser os que morreram durante o milênio.
2. Alguns Dos Livros Descritos Na Bíblia
=O livro da consciência Rm 2.15; 9.1
=O livro da natureza Sl 19.1-14; Rm 1.20; Jo 12.7-9
=O livro da lei Rm 2.12
=O livro do evangelho Rm 2.16; Jo 12.48
=O livro das memórias Lc 16.25; Jr 17.1
=O livro das obras (atos) Ml 3.16; Lc 12.7; Lc 10.20;Fp 4.3
Veja ainda: Êx 32,33 - Moisés implorou a Deus para que perdoasse o pecado do povo ou então risca-se o seu nome do livro. “.. disse o Senhor a Moisés: Riscarei do meu livro
todo aquele que pecar contra mim”. O juízo de Deus e segundo a verdade. Rm 2.2. Os juízos de Deus são verdadeiros
e justos. Ap 16.7 Como ficou dito acima, o julgamento dos ímpios será segundo as obras de cada um. Tomando os registros de Mt 11.21-24; Lc 12.47, 48, leva-nos a crer que haverão castigos de diferentes graus.
Seja como for o grau de castigo, o destino do ímpio é o lago de fogo o enxofre, e todos os que não estão escritos no livro da vida. Ap 20.15.

CAPÍTULO VI

NOVOS CÉUS E NOVA TERRA. Ap 21.1-8
1. Porque Novos Céus:
Satanás e seus demônios têm ocupado as regiões celestes contaminado assim os céus e a terra, pois a terra é sujeita ao espaço celeste; Em Jó 15.15 diz, “... e nem os céus
são puros aos seus olhos...” Paulo escrevendo aos Efésios - 6.12 “... Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades,contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”
Pedro diz em 2 Pd 3.10: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; o qual os céus passarão com grande estrondo e os elementos; ardendo, se desfarão,e a terra e as obras que nele há, se queimarão.” Não só as obras malignas serão destruídas mas também as obras dos homens; a poeira cósmica, os satélites artificiais, o envenenamento atmosférico,o buraco na camada de ozônio provocados pelos foguetes espaciais, lançamento de satélite, o lixo de usinas atômicas jogados no espaço sideral, a poluição provocada pelas turbinas de aviões, os compostos químicos em aerossóis,, etc...
Em Hebreus 12.26 diz: “ainda uma vez por todas farei abalar não só a terra, mas também o céu.”
Segundo nos diz 2 Pedro 3.10: “com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão.” Quão terrível vai ser esse dia! Os céus em chamas, a Terra vai sofrer um calor de milhares de graus a ponto de se desfazer os elementos; os átomos não vão se desassociar, irão de desfazer (desintegrar) desaparecer.
2. Novos Céus E Um Lugar De Justiça
“mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra, em que habita justiça”. 2 Pd 3.13.
3. Porque Nova Terra?
A Terra está contaminada e envelhecida pelo pecado do homem nem que já sofreu uma vez no juízo de Deus através do dilúvio. Veja - Gn 6.1-7. Há quase dois mil anos atrás quando Jesus foi pendurado na cruz, a Terra já estava outra vez tão contaminada que não suportou o sangue inocente e santo do Senhor Jesus Cristo, e começou a tremer até as pedras renderam-se. Mt 27.51. Paulo escrevendo aos Gálatas - 5.19-21, fala das obras dos homens, as quais contaminam a terra: “... porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia. idolatria, feitiçarias, inimizadas, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas a cerca das quais vos declaro: como já antes vos disse, que os que
contém tais coisas não “herdarão o Reino de Deus”. Veja ainda: Ap 21.8
4. A Terra Vai Ser Destruída Com Fogo!
É o que diz a palavra de Deus. 2 Pd 3.10.b “... e os elementos, ardendo (fogo),
se desfarão, e a Terra e as obras que nela há, se queimarão...”
5. Como Ficarão os santos vivos do Milênio durante a destruição?
Deus protegerá os santos do milênio escondendo-os do fogo com as suas mãos, apenas as sombras de suas mãos - Is 51.16. Deus fará como fez com Sadraque,
Mesaque e Abednego - Dn 3.25.
6. Novos Céus E Nova Terra Vem De Deus
(A cidade do crente em Jesus)
7. A cidade santa segundo 1 Co 2.9, é Inenarrável
O Eterno E Perfeito Estado
Santidade Perfeita Ap 22.3 TUDO FICA
Governo Perfeito Ap 22.3 PERFEITO QUANDO
Serviço Perfeito Ap 22.3 DEUS É
Visão Perfeita Ap 22.4 TUDO EM
Identificação Perfeita Ap 22.4 TODOS
Iluminação Perfeita Ap 22.5 I Co 15.28
Tudo Perfeito Ap 22.5

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

É a Bíblia a Palavra de Deus? ( I )

EU É MEU PRIMO ITALO
É a Bíblia a Palavra de Deus? ( I )O. R. de Sales
Na segunda carta de Paulo a Timóteo (3.16-17), encontramos o texto que diz: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra."
A Bíblia é o livro das Sagradas Escrituras. Mas a primeira e mais simplória objeção à Bíblia é a de que "ela foi escrita por homens", daí porque não merecer crédito. Tais críticos em regra gostam de livros, revistas e jornais... todos escritos por homens! E também mandam seus filhos à Escola, o que é uma incoerência!
Na Bíblia está escrito que Deus, para a divulgação do plano de salvação, não usa anjos, mas "a descendência de Abraão", isto é, homens transformados pela palavra de Deus, e nisto está um dos pontos salientes da sabedoria de Deus. É Deus operando no homem e na sua história! O fato é que Deus fez o homem para a sua glória e busca-o ética e incansavelmente como parceiro de seus maravilhosos planos. Foi assim também na revelação de sua Palavra, ao tomar a descendência de Abraão para entregar-lhe sua revelação. Sim, porque a Bíblia não é filosofia nem ciência, mas algo maior: é revelação, o descortinamente progressivo da verdade de Deus. Assim, podemos afirmar que a Bíblia não se preocupa em provar, mas em mostrar e revelar, persuadindo o homem à fé.
A Bíblia mostra a Divindade como "o Deus das alianças". Todo ato ou promessa de Deus está envolvido em alianças, que são pactos inquebrantáveis. Assim Deus estabeleceu alianças com os homens, a partir de Adão, passando por Abraão, Noé e Davi, e também com a nação de Israel, através de Moisés, e, por fim, com toda a humanidade através de seu Filho, Jesus Cristo, isto é, o Deus que se fez homem., para estabelecer, de uma vez para sempre, a aliança eterna.
No Jardim do Éden Deus criou o homem, Adão, e mostrou-lhe sua Palavra, "e lhe deu a seguinte ordem: de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás: porque no dia em que dela comeres certamente morrerás" (Gênesis 2.16-17). Essa ordem era toda a Bíblia para Adão e sua geração.
Veio a desobediência e suas consequências devastadoras para o homem, mas na oitava geração de Adão, isto é, com Enos, "daí se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26).
No início, quando o homem vivia em cavernas e tendas, antes da escrita, a revelação da palavra de Deus foi passada "oralmente", isto é, foi verbalizada de geração a geração. Podemos perceber isso no tempo dos Juízes, na indagação de Gideão, aquele jovem que foi surpreendido pelo Anjo do Senhor quando colhia o trigo, antes que os midianitas o tomasse. O Anjo falou: "O Senhor é contigo, homem valente. Respondeu-lhe Gideão: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, porque nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora o Senhor nos desamparou, e nos entregou nas mãos dos midianitas."
Nos dias de Jacó, quando seus filhos constituíam suas famílias, que viriam a ser as doze tribos de Israel, encontramos o relato da história de José, o jovem "sonhador". Sonhou José que seria alguém muito importante, a ponto de seu pai, sua mãe e seus irmãos se prostrarem perante ele (Gn 37.5-11). Depois disso, movidos por ódio, seus irmãos o venderam aos mercadores ismaelitas, que o vendeu a Potifar, oficial de Faraó. Ali, por rejeitar a mulher de seu senhor, mas acusado falsamente de assediá-la, foi preso injustamente. Na prisão, depois de alguns anos, interpretou os sonhos do copeiro e do padeiro do Rei. Os acontecimentos comprovaram que José interpretara corretamente os sonhos daqueles homens. Por fim sonhou o próprio Faraó. Então o copeiro lembrou-se de José e este foi chamado para interpretar o sonho do monarca. Feita a interpretação dos sete anos de fartura e dos sete anos de fome, foi José nomeado governador de toda a terra do Egito, cumprindo-se os sonhos que tivera na mocidade, tendo seus irmãos e seu pai se prostrado diante dele, nos anos da fome. Nos Salmos esses estraordinários acontecimentos, rigorosamente cumpridos, são chamados de "profecia", senão vejamos: "Diante deles enviou um homem, José, vendido como escravo; cujos pés apertaram com grilhões, e a quem puseram em ferros, até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor." (Sl 105.17-19).
Vemos, assim, que essa sucessão de "sonhos" originaram-se em Deus, vivenciados por descendentes de Abraão e até mesmo por pessoas de outras nações e credos, como o padeiro e o copeiro do Rei e o próprio Faraó do Egito.
A partir daí surgiu a escrita, no apogeu do Egito e na descida da descendência de Abraão para lá, no tempo de Jacó, com 70 pessoas. Ali, dissera o Senhor a Abrão, em sonho, " ...a tua posteridade será peregrina... e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas." (Gn 15;13-14). Assim falara Deus e assim aconteceu. O povo hebreu foi escravizado no Egito por quatrocentos anos, até que veio Moisés, enviado por Deus, e o libertou do cativeiro do Egito, através de "julgamentos divinos" contra os deuses do Egito. Então cumpriu-se a palavra prometida a Abrão, patriarca da nação.
Ao chamar a Moisés Deus fez menção dessa história passada de pai para filho, ligando o patriarca Abraão, a Palavra de Deus e seus descendentes: "Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó... Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento." (Êxodo 3.6-9). Moisés, criado na corte de Faraó como seu neto, foi instruído "em toda a ciência do Egito" e era "poderoso em atos e palavras". A ele são atribuídas a autoria dos Livros de Gêneses, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio e Jó.
É interessante notar que quatrocentos anos são suficientes para mudar radicalmente todos os aspectos das nações, e somente Deus poderia cumprir uma palavra pronunciada com tanta antecedência, visto que as probabilidades de não-ocorrência seriam infinitas. Não fossem do Deus da Verdade, o Deus das alianças, tais palavras jamais teriam se cumprido.
Nesse compasso a Bíblia vai associando "promessa e cumprimento" ao longo do tempo em que foi escrita, cerca de 1600 anos. Vemos também Josué, sucessor de Moisés e Líder de Israel, que introduziu o povo na terra prometida, provando a inspiração e a veracidade da Palavra de Deus anunciada aos seus antepassados, quando afirma: "Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel: tudo se cumpriu." (Js 21.45).
Percebemos que a forma pela qual Deus se manifestou a Israel através dos homens, isto é, de reis, sacerdotes e profetas da descendência de Abraão, foi sonhos, visões e palavras ditadas diretamente ao coração dos profetas, palavras essas inteiramente contextualizadas com as circunstâncias vivenciadas por pessoas bem determinadas ou pela nação, seguindo-se o registro de seu cumprimento. De Samuel, profeta e 13º juiz de Israel está escrito: "Continuou o Senhor a aparecer em Silo, enquanto por sua palavra se manifestava ali a Samuel." (I Sm 3.21).
Como livro das experiências das diversas gerações dos descendentes de Abraão os Salmos registram depoimentos vibrantes, tais como: "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada;" (18.30); "As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes" (12.6); "Tenho visto que toda perfeição tem seu limite, mas o teu mandamento (palavra) é ilimitado" (119.96); "... pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra" (138.2b).
Assim, a palavra de Deus foi sendo revelada, passo a passo, surgindo através dos acontecimentos da nação israelita e orientando-a no cumprimento dos grandes planos de Deus, até o principal descendente de Abraão, que é Cristo, o Verbo (a Palavra) que se fez carne.
Sobre a veracidade da Bíblia, para as mentes céticas mas sinceras, recomenda-se o best-seller E a Bíblia Tinha Razão..., de Werner Keller, diplomata e cientista alemão, Edições Melhoramentos.

O. R. Sales é primeiro vice-presidente da IBAN,no AC

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Como entender a Bíblia


Como entender a Bíblia

O CONTEÚDO BÍBLICO
É bom começar tudo de novo. As coisas de Deus são sempre renovadas.
Esse curso chama-se Panorama Bíblico. Nele iremos examinar os assuntos principais, que a Bíblia trata, de Gênesis a Apocalipse.
Começaremos falando da Bíblia, seu autor, e de como entende-la.
A Bíblia, levou 1600 anos para ser escrita e não contém nenhuma contradição.
Os 66 livros que a compõem, foram escritos por 40 pessoas, das mais variadas culturas e em diferentes épocas, são harmônicos isto é , não se contradizem. É um livro de começo, meio e fim. A Bíblia desvenda a maior história de amor que o universo jamais presenciou.
A Bíblia é o único livro do mundo que revela a Pessoa do Deus vivo e verdadeiro, a obra salvadora do Senhor Jesus Cristo e o ministério do Espírito Santo.
Deus é claríssimo em Sua revelação, porém, a Bíblia NÃO foi escrita para satisfazer curiosidades, mas para ser estudada seriamente (Prov.2:1-6; Os.6:3)
PROVÉRBIOS 2
1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos,
2 para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento;
3 sim, se clamares por discernimento, e por entendimento alçares a tua voz;
4 se o buscares como a prata e o procurares como a tesouros escondidos;
5 então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.
6 Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento;
OSÉIAS 6; 3 Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.
Somente a Bíblia pode revelar verdadeiramente quem é Deus, quem somos nós, porque o homem está separado de Deus e qual é o Caminho de volta; porque ela É a Palavra de Deus.
O que a Bíblia representa para voce?
Haverá uma profunda transformação em sua vida, porque ninguém se aproxima deste livro e permanece o mesmo!
A Bíblia não é um livro de religiões ou de uma religião. Ela é a revelação de Deus para o homem.
Voce já se perguntou: - o que é a verdade? - onde está a verdade?
A verdade sobre tudo que nos cerca e a nosso respeito, como : - quem sou eu? - o que faço neste planeta? - para onde vou?
Todas estas respostas estão na Bíblia, claras e diretas.
A Bíblia é o único livro do mundo que fala de Deus Criador, de Jesus Cristo, do Espírito Santo, do homem e de Satanás.
Mas não é "alguém" falando sobre estes personagens; é o próprio Deus Criador falando ( Is.46: 9,10 - 45: 21,22 ).
Isaias 46; 9 E todo o povo o saberá, Efraim e os moradores de Samária, os quais em soberba e altivez de coração dizem:
10 Os tijolos caíram, mas com cantaria tornaremos a edificar; cortaram-se os sicômoros, mas por cedros os substituiremos.
Isaias 45: 21 Anunciai e apresentai as razões: tomai conselho todos juntos. Quem mostrou isso desde a antigüidade? quem de há muito o anunciou? Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim.
22 Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.
Por causa da entrada do pecado no mundo, o homem perdeu o conhecimento de Deus, a capacidade de conhecer ou reconhecer a Deus, e vive como que num quarto escuro, às apalpadelas, tentando adivinhar como são as coisas ali, e quando ele esbarra em alguma coisa, como ele supõe (com a sua mente obscurecida) que aquilo seja - aquilo se torna verdade para ele!
Se Deus não se revelasse, jamais saberíamos quem é Ele e quem somos nós. Se alguém não sabe quem é Deus, não pode saber quem é, pois fomos criados à sua imagem e semelhança.
Então, quando começamos a descobrir o conteúdo bíblico - para nós que estávamos em total escuridão, começa a brilhar uma pequena luz como a de "uma candeia que brilha em lugar tenebroso até que o dia clareia e a estrela da alva nasça em nossos corações ( II Pe 1: 19) . É como a luz da aurora (depois de toda uma noite escura) que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4: 18)
O homem foi criado por Deus e por vontade própria se separou d'Ele, mas longe do Deus Criador dos céus e da terra, não há vida, mas somente morte!


O AUTOR DA BÍBLIA

A Bíblia, é Deus mostrando como voltar para Ele - e muito claramente, Ela revela que há sómente UM CAMINHO. ESTE CAMINHO É UMA PESSOA! Esta pessoa disse claramente: "EU SOU O CAMINHO, E A VERDADE E A VIDA - NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM!" Jesus Cristo - O Messias de Israel, a Cabeça da Igreja.
O fato de sermos religiosos, frequentadores de igrejas, não nos leva de volta a Deus. Sómente a nossa identificação pessoal com a morte e ressureição de Jesus Cristo é que nos leva de volta ao Deus verdadeiro.
Jesus Cristo nos é apresentado na Bíblia para O contemplarmos num "prazer teórico", mas é para a nossa necessidade, a necessidade de uma raça que perdeu o seu objetivo original e que caminha para o nada e para a morte! (Morte = separação de Deus)
II Tm 3: 16 "inspirada" - lit.: "hálito de Deus".
"Toda escritura, é inspirada por Deus, e proveitosa, para ensinar, para repreender, para corrigir, para a edificação na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra."
Vocês viram porque a Bíblia foi escrita? Mas olhem, prestem atenção no que leram.
Perfeito, vou ficar perfeitamente preparado para toda boa obra. Mas veja pelo que você vai passar antes:
Ensinar, é fácil você estudar mesmo?
Repreender e corrigir, é bom ser repreendido e corrigido?. Eu acho que aqui está o principal motivo, porque a Bíblia é tão impopular.
Sendo Deus a VERDADE, Ele só poderia exalar VERDADE.
Deus usou homens que Ele separou (este é o sentido da palavra "santo") para este propósito: II Pe. 1: 20,21.
Leia por ex. : Mc 12: 36; Hb. 3: 7; Hb. 10: 15,17.
Note que foram homens que escreveram, mas o texto diz que foi o Espírito Santo. Veja também Mt.5: 18 . Jesus não poderia declarar isso se a Bíblia não fosse totalmente a Palavra de Deus.
Deus está FORA do tempo. Ele criou o tempo para o homem e o dividiu em etapas nas quais vai Se revelando PROGRESSIVAMENTE.
Na eternidade passada (expressão não correta, mas necessária para o homem), Deus - o Pai, Deus - o Filho, Deus - o Espírito Santo ( nome completo de Deus), planejou, estabeleceu os padrões pelos quais ia Se revelar ao homem, e criou TUDO.
Deus sabia que os anjos e o homem iam pecar. DEUS NÃO FOI O RESPONSÁVEL PELO MAL EXISTENTE; ENTRETANTO, FOI O ARQUITETO DO PLANO QUE INCLUÍA O MAL, POIS ELE FEZ TODAS AS COISAS SEGUNDO O BENEPLÁCITO ( = consentimento) DE SUA VONTADE. (Ef. 1: 5,11)
Deus quer que Suas criaturas O sirvam por LIVRE ESCOLHA, por isso, Ele deu ao homem o livre arbítrio.
Sabendo que o homen ia pecar, Deus providenciou a salvação e uma das Pessoas da Tri-Unidade, Deus o Filho, ofereceu-se para executar esta salvação, isto é, para receber em Si a penalidade que é do homem. Por isso, Ele é o "Cordeiro conhecido ANTES da fundação do mundo, e morto DESDE a fundação do mundo": I Pe. 1: 19,20 ; Ap. 13: 8 .
Deus é progressivo em Sua revelação: Jo. 16: 12,13 . Ele não revelou tudo na Bíblia: Deut. 29:29, porque estamos limitados pelo pecado e não temos capacidade para entender tudo agora.

COMO ENTENDER A BÍBLIA

Literalmente! A Palavra de Deus deve ser entendida literalmente.
Dt.18: 20,22. Ela não foi escrita para satisfazer curiosidade, mas para ser lida, meditada e estudada com a direção do Espírito Santo.
Todas as profecias cumpridas foram cumpridas literalmente.
Ex.: I Re 20: 22,26 ; I Re 21:23 ; II Re 9: 30,36 .
Jesus em Sua primeira vinda cumpriu, entre outras, as seguintes profecias:
Is. 7:4 ; Mq 5,2 ; II Sm 7: 12,21 ; Is 53 ; Sl 22:16. Um simples plural é levado em consideração em Gl 3: 16.
A Bíblia usa FIGURAS E SÍMBOLOS, mas sómente a própria Bíblia tem autoridade para interpretá-los: I Co 2: 13. Por ex., a "serpente" do Éden (Gen. 3) é interpretada como sendo Satanás em Ap. 12: 9. Veja também Ap. 17:1 - v.15,18. Em Mt 13, Jesus explica as figuras usadas em Suas parábolas.
Mas é o Espírito Santo que nos faz compreender a Palavra de Deus.
l Co 2: 11,12. (Esta é a sabedoria de Deus: vv.6,7).
Temos que ter humildade e confessar francamente que nossas mentes limitadas pelo pecado, não podem compreender/entender em toda a profundidade, todas as áreas deste universo, os planos de Deus, e muito menos a Deus! A nossa mente está bloqueada, escravizada num tipo de raciocínio, que está ligado aos sentidos do corpo, e por isso as coisas ETERNAS nos parecem contraditórias, porque não conhecemos os princípios e as leis de Deus que regem o mundo do invisível (os olhos da matéria não conseguem enxergar isto).
Deus não revelou tudo: Dt 29:29, porque não conseguiríamos entender.
Veja: I Co 13:9,12, tudo será revelado quando estivermos fisicamente com o Senhor.
Espiritualizar a Bíblia é sair do sentido literal para um sentido alegórico. Um tipo de metáfora que exprime algo diferente do que diretamente anuncia, é a representação de um objeto para se dar a idéia de outro.
Por ex.: em Gn 3: 1,6, - onde está dito que a "árvore do conhecimento do bem e do mal" é uma macieira?
- onde está dito que o pecado original é o sexo?
Para facilitar o estudo da Palavra para o seu povo, Deus deu os dons de mestre e de ensino: Ef 4: 11; Rm 12: 7 ; mas também deixou avisos contra contra os FALSOS MESTRES: II Pe 2: 1,3.
A Bíblia é um livro de FÉ. Hb 11: 1,6.
Vamos ler juntos Gn 1:1.
"No princípio criou Deus o céu e a terra". Então, o que você leu aí?.
Que no princípio Deus criou o céu e a terra, você conhece a terra, você conhece o céu? Agora abram no último livro da Bíblia, Apocalipse. No penúltimo capítulo e vamos ler o verso 1.
"E vi um novo céu e uma nova terra, porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe".
Vocês repararam isso, que a Bíblia começa, com :"Criou Deus os céus e a terra", e ela termina, "vi novo céu e nova terra", porque os primeiros passaram.
Vimos o começo e estaremos juntos examinado o meio, porque o meio é onde nós estamos.
Bom você que está começando este curso, você vai ler Genesis, porque neste livro, estão descritos todos os inícios, todos os princípios. Você vai ler a Bíblia do jeito que ela está escrita. Mas como é que eu entendo? Literalmente, usando a frase da minha irmã, "A Bíblia quer dizer o que ela diz". Deus escreveu para esclarecer, Deus não escreveu para confundir.
Deus escreveu para esclarecer, mas existe algo de sobrenatural com a Bíblia. Ela é como um filme, sabemos que as fotos que tiramos, se encontram registradas nele, mas sòmente as veremos quando ele for revelado. Esta revelação do texto bíblico nos é feita pelo Espírito Santo de Deus, e é individual, isto é, o Espírito Santo nos revela a cada momento o que precisamos descobrir para nos edificarmos.
Sòmente a bíblia tem autoridade para explicar as figuras que usa.
Tudo na bíblia é literal. Os símbolos são símbolos de verdades literais. Porque quando você se afasta do sentido normal do que está escrito alí e fica assim: "O que será que quer dizer isto aí, deve ter alguma interpretação, deve ter isso, deve ter aquilo....".
Eu vou dar um exemplo típico. O mundo inteiro, que não lê a Bíblia diz, que uma árvore que se chama na Bíblia do conhecimento do bem e do mal, é uma macieira, e que o pecado original foi comer a maça, que se tornou símbolo de sexo, e sexo ilícito. Não é verdade? Estou falando uma mentira?
Quando nós formos estudarmos Genesis, vocês vão ver que não tem nada com isto. O que aconteceu?
Interpretaram, algo que não tinha que ser interpretado. Só porque não se conhece na experiência física, material uma árvore que chama do conhecimento do bem e do mal, e que não existe mais na face da Terra, porque já foi retirada. Vamos inventar.
Esse é um exemplo bem clássico, e que todo mundo conhece. Isso se chama, sair da literalidade.
Em Dt 18: 21 nos vamos ver Deus ensinando isto na palavra, que a Bíblia é literal, que é para ler tudo e entender como é que está escrito.
"E se disseres no teu coração, como conhecerei a palavra que o senhor não falou?"
Prestou atenção nesta pergunta? Quando Deuteronômio foi escrito por Moisés, ainda não existia a bíblia. Hoje é fácil, alguém fala alguma coisa que diz que Deus diz, que está na Bíblia. Você pega a Bíblia, vai numa chave bíblica, e fala: "Olha sinto muito, mas não tem aqui."
Naquele tempo Deus, falava através de profetas, E daí, como que vai saber se aquele homem, estava falando dele ou de Deus. Mas glória a Deus! as coisas de Deus são normais, porque ele está falando para pessoas normais, e até é engraçado, porque ele fala simplesmente isso:
Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, e não suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou.
Esse é o teste do profeta. Porque Deus dava nesse tempo diariamente orientação ao povo. É incrível. Quer ver, abra 1 Rs 20:22 .
"Então o profeta chegou-se ao rei de Israel e lhe disse: Vai fortalece-te, atenta bem para o que hás de fazer, porque decorrido um ano, o rei da Síria subirá contra ti."
Agora no v 26. "Passado um ano Beni Adad, arregimentou os filhos, e subiu a Apec para pelejar contra Israel."
Deus supervisionou, separou, inspirou, esses homens que a escreveram, não há erros nas escrituras, quando a Bíblia foi terminada de escrever, não havia erros. Nos originais, nada. O Espírito tem preservado a palavra.
Eu quero dar uma sugestão para você que nunca leu a Bíblia regularmente, anote e faça isto, leia um capítulo de provérbios a cada dia. Mas leia assim, leia e medite, você vai amar provérbios.
Pv 2:1 "Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos, para fazeres atentos à sabedoria o teu ouvido; E para enclinares o teu coração ao entendimento. Sim, se clamares por discernimento e por entendimento ao usares a tua voz. Se o buscares como a prata e os procurares como a tesouros escondidos, então entenderás o temor do senhor e acharás o conhecimento de Deus".
Da parte de Deus ele oferece o Espírito para que você ter esse entendimento. Da sua parte é você se colocar inteira, inclinando os ouvido, pondo o coração nessa busca e não medindo esforços para buscar.
Eu quero explicar outra coisa. Há muitas coisas na palavra, muitas coisas neste universo que estamos aqui observando, que não entendemos, e nem vamos entender. Preste atenção nisso que eu vou falar. O que Deus quer que entendamos, é o que é necessário entender agora, para ter este conhecimento, esta volta completa a ele. Porque, nem se ele quisesse revelar, nós entenderíamos.
A nossa mente está limitada. Este homem que nós vemos, não é como Deus originalmente o criou. Quando o pecado entrou na raça houve um bloqueio na alma. Há um processo de morte na nossa alma, que bloqueia o entendimento, e principalmente das coisas pessoais.
Este bloqueio será retirado totalmente, só quando estivermos com ele, face a face. Mas na medida em que você vem para ele, para Deus, através do conhecimento da palavra, esse bloqueio vai caindo, e muito. E tudo que está na Bíblia você vai entendendo, com clareza, com simplicidade. Você já percebeu isso, quem já está estudando a palavra a algum tempo? Não é incrível isto. Mas o que é isto? É o Espírito desbloqueando, trazendo a revelação de mais isso, de mais aquilo. Aquelas fotografias, saindo daquele filme que era escuro.
Mas há coisas que nunca serão reveladas aqui. Abra em Dt 29:29.
"As coisas encobertas, pertencem ao senhor nosso Deus." Se a Bíblia afirma isso, é porque existem coisas encobertas. Elas pertencem à Deus. Mas as reveladas nos pertencem, e aos nosso filhos para que sempre observemos todas as palavras desta lei.
Deus está querendo esconder alguma coisa? Não! Há coisas que você só lá, no novo corpo, com a nova mente, que nós vamos poder entender.
"Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Porque agora vemos como por espelho, em enigmas. Mas então, quando eu estiver lá, quando tudo estiver completo, veremos face a face. Agora conheça em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido (1Co 13: 9,12)".
Isso significa, que como Deus te conhece hoje. Deus te conhece inteiramente, você não está encoberto para ele. Mas você pode dizer que conhece Deus inteiramente?. Não. Em parte, que parte? A parte que ele já revelou, e da revelação a parte que você já se apropriou. O verdadeiro conhecimento bíblico, é um conhecimento prático. Não é porque você leu, leu, leu, e porque disse que sabe. Deus considera o que você sabe, só o que você pratica, o que já entrou na sua vida.
Tudo certo até agora? Então não queira, mexer e entender coisas que não foram reveladas. Mas as que foram reveladas, você toma posse, vive, porque é tua para você obedecer, e para você ter felicidade, como ser completo, humano. É isso que Deus quer, você estar em paz com você. E esta paz esta integridade de ser, só vem quando você conhece a palavra. Porque só conhecendo a palavra que você se conhece e conhece à Deus, aí vem o ajuste que precisamos agora.
A Bíblia é um livro de fé. Não adianta eu falar, explicar, mostrar, se o Espírito Santo não tem liberdade, para trazer a fé e você crer.
Vamos para a definição bíblica de fé.
"Ora a fé é o firme fundamento das coisas que te esperam. E a prova das coisas que não se vêem". Eu vou ler até na outra versão. "A fé é a certeza de coisas que te esperam, a convicção de fatos que se não vêem." Hb 11:1.
Isso aqui é uma parede, quantos tem fé que há uma parede aqui? Ninguém tem fé que existe uma parede aqui? Isso não é fé. Você está vendo a parede. E não é isso que esse versículo fala. O que que esse versículo fala? A convicção de coisas que se esperam. Você está lá na calçada esperando um carro. Aí o carro chega, para na tua frente, e você está parado alí, olhando para o carro, e alguém chega e pergunta: "você está esperando alguma coisa?" "Estou esperando um carro". Você não tá esperando mais, o carro chegou. Mas até o carro chegar você estava na fé que o carro vinha, você não estava vendo. Agora isso é transferido para as coisas espirituais.
É a certeza, de fatos que se esperam. É a convicção do que não se vê. Isto é fé.
Agora não se preocupe, porque nós não temos fé, o homem do jeito que está caído, não tem e nem fábrica fé.
Porque a fé é dom de Deus, (dom quer dizer dádiva, de graça). A única atitude que Deus espera de você, é aquela, incline seus ouvidos, se abra para Deus, e o resto é ele que faz. Mas agora veja em Hb 11:6.
"Ora, sem fé é impossível agradar à Deus. Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe e que é galardoador dos que buscam".

Bíblias falsificadas



Bíblias falsificadas

Hélio e Valdenira Menezes, de João Pessoa (Paraíba), possuidores de excelente cultura bíblica, acabam de publicar um livro intitulado “Porque Continuamos com as Bíblias Tradicionais”, o qual pode ser encontrado no CPR desta cidade. O americano, Dr. Samuel Gipp, Th. D., escreveu “The Answer Book” (que acabamos de traduzir com o titulo ”O Livro das Respostas”), esclarecendo todas as dúvidas referentes a este assunto.
Nestes dois livros, escritos com muita erudição bíblica temperada de grande dose de humildade cristã, lemos que vários “eruditos” americanos, autodenominados “críticos textuais” da Bíblia, têm usado e abusado da santa, pura e inerrante Palavra de Deus, modificando o conteúdo da mesma em determinadas edições e lançando erros (milhares deles) nos textos bíblicos, o que tem levado o mundo à descrença, e à apostasia, transformando Jesus Cristo, o Supremo Criador do céu e da terra, num simples profeta em igualdade com Buda, Maomé e outros.
A Bíblia que me foi apresentada, quando me converti há 22 anos atrás, aliás a mais cotada entre os escritores evangélicos do Brasil, infelizmente, é uma das muitas que já foram adulteradas pelos editores brasileiros em parceria com os americanos. As piores de todas são a “A Bíblia na Linguagem de Hoje”, equivalente à “Today’s English Version” americana, que aparece com vários títulos, a fim de despistar suas malandragens. Outra perigosa, que está sendo lançada no Brasil, é a “Nova Versão Internacional”, conhecida como NVI.
Sérias, realmente, são apenas as duas versões em Português –”Almeida Corrigida Fiel” e “Almeida Revista e Corrigida”. Em Inglês a única realmente perfeita é a “King James Bible” (Bíblia do Rei Tiago), edição antiga, porque a “Nova King James” e a “Nova Scofield”, que se dizem embasadas na verdadeira King James, já contêm heresias gritantes. As modificações nas novas “bíblias” americanas (e brasileiras) chegam a 60.000, com a desculpa de serem mais fáceis de se ler...
Para saber se uma Bíblia é realmente séria, como as da época de Lutero e Calvino, e não está embasada nos textos antioquianos corrompidos pela filosofia alexandrina, e entregues como “Os Melhores Textos em Grego e Hebraico”, ou pelos textos alexandrinos embasados na obra do herege, Orígenes de Alexandria, e usados em todas as “bíblias” da Igreja de Roma, é muito fácil para quem realmente deseja conhecer a verdade, deixando de ser enganado, como eu fui, durante muitos anos. Façamos um teste:
Em Mateus 12:40 – Se a sua Bíblia disser “grande peixe” em lugar de “baleia”, taxando Jesus de analfabeto, quando chamou o “grande peixe” (ichtus) de Jonas 1:17, de “baleia” (ketos), está errado. Jesus conhecia mais biologia do que todos os cientistas do mundo e se Ele falou “baleia”, é porque se tratava mesmo de uma baleia. Todas as “bíblia”, a partir de 1929, têm colocado Jesus na berlinda...
Em Atos capítulo 8, a “NVI” e a “BLH” engoliram o verso 37, a fim de não permitir que o eunuco da rainha Candace testifique que “Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Nas demais o verso foi conservado.
Algumas “bíblias” adulteram ou deletam a 1 João 5:7. Em vez de dizerem “...estes três são um”, juntam as três passagens - 6,7,8 – numa só, a fim de negar a Trindade, como por exemplo, a “Bíblia Viva”, a “BLH” e a “NVI”. Sempre que você pegar uma Bíblia em edição moderna, com versículos não separados em linhas distintas, fuja dela. Pela simples razão de que “por amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males", os editores têm permitido edições adulteradas e o povo de Deus está definhando espiritualmente e caindo na apostasia religiosa, que sempre tem sido o propósito dos Jesuítas, desde que adulteraram a primeira versão da Bíblia King James, no século 17. Depois vieram dois pastores anglicanos incrédulos – Westcott (1825-1903) e Hort (1828-1892), que já devem estar piando nas chamas do inferno, e deram um golpe letal na Palavra de Deus, com o lançamento de sua obra diabólica. Ainda bem que o Dr. Samuel C. Gipp tem um livro sobre os erros desses dois pastores anglicanos incrédulos, “An Understandable History of the Bible” (Uma Compreensível História da Bíblia). Westcott e Hort têm possibilitado a edição de muitas obras alexandrinas espúrias, como a NVI, a BLH, e outras. Vamos ficar de olho nessas edições!
Em Apocalipse 8:13, lemos: “Então vi e ouvi uma ÁGUIA, que voando pelo meio do céu”, quando deveria ser “UM ANJO”. O propósito deste verso é negar o nascimento virginal de Cristo.
Dei apenas 4 exemplos para não ultrapassar o espaço do jornal. Se alguém desejar realmente possuir uma Bíblia séria, em perfeita tradução da “King James Bible”, pode pedir ao C.P.R., Teresópolis, um exemplar da “Bíblia Sagrada - Almeida Corrigida Fiel. Ela é editada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, Caixa Postal, 9485, CEP 01065-970, S. Paulo – SP. Se alguém quiser também a versão inglesa da King James, imaginamos que ela pode ser conseguida em qualquer boa livraria evangélica. Comprei as duas versões, visto como só possuía o Novo Testamento nas duas línguas, o qual me fora gentilmente presenteado pelo irmão RodineyTuhl, presidente dos Gideões, em Teresópolis, RJ.
Meus irmãos, o Evangelho de Jesus Cristo é coisa muito séria. Vamos estudar a Palavra de Deus com discernimento e humildade. Ela é a nossa lâmpada, o nosso espelho, o nosso guia, a nossa única e absoluta regra de fé e prática de vida. Sem ela somos analfabetos espirituais, sujeitos a toda essa movimentação ocultista, que está penetrando, “tremendamente”, em nossas igrejas. Vamos ficar menos tempo diante da TV e mais tempo diante do Livro Santo, lendo-o com amor e dedicação.
Precisamos trabalhar, enquanto é tempo. Jesus está voltando! Tudo que fizermos agora para arrebatar os incrédulos do fogo ainda será pouco, diante de nossa obrigação. Vamos à luta, minha gente!

Mary Schultze – Pesquisadora de Religião - (Telefax (021) 643-3904
E-mail maryschultze@uol.com.br

A formação do Cânon Bíblico


A formação do Cânon Bíblico

Qual é o significado da palavra cânon ?

Cana, regra, vara de medir. (Gl 6:16).

O que são livros canônicos ?

Livros canônicos são aqueles que se conformam com a regra ou padrão da inspiração e autoridade divinas.

Qual é o significado de apócrifo ?

Oculto, espúrio.

O que são livros apócrifos ?

São livros ou pedaços de livros de valor histórico ou literário, incluídos no cânon do VT da Septuaginta, porém não aceitos pelo cânon judaico.

A História do cânon do VT.

Os autores sagrados receberam suas revelações e/ou visões da parte de Deus e as comunicaram verbalmente, foram contudos orientados a registrarem de forma escrita aquelas mensagens para a posteridade. (Ex 17:14; 24:04,7 ; 34:27-28; Nm 33:02; Dt 3:22,24 ; Js 1:08; I Rs 4:1-3; I Cr 29:29; Is 30:08; Jr 30:02; 36:2-4; At 7:38.

O Cânon não é o produto de uma reunião conciliar, num determinado momento histórico, mais foi um gradual, reconhecimento de autoridade divina pelos judeus e então esta coleção de livros foi agrupada e fixada pela Igreja.

Quais princípios os hebreus usavam de guia para a determinação da canonicidade de um determinado livro ?

1- Tem autoridade divina ? É um assim diz o senhor ?
2- Foi escrito por um homem de Deus ? É autêntico ?
3- Tem poder para transformar vidas ?
4- Foi aceito pelo povo de Deus, lido e usado como regra de vida e fé ?
5- Tem o testemunho do próprio Deus ?

A cronologia de canonização das Escrituras hebraicas:

1) Os primeiros livros reconhecidos como sagrados são os que compõe a Lei, sendo eles os únicos livros que compõe o cânon Samaritano.
2) Os próximos livros a serem canonizados foram as profecias, que registradas, provaram ser divinas ao se cumprirem (Jr 36:06; Zc 1:4-6;7:7)
3) Na época do silêncio profético (após 400 anos AC), muitos livros históricos e poéticos circulavam entre os judeus. Alguns reconhecidamente sagrados, outros reconhecidamente espúrios e pouco duvidosos. A aceitação destes livros pelos judeus seguia alguns critérios.
· Está em conformidade doutrinária com a Lei ?
· É fiel historicamente ?
· Foi escrita até Malaquias ?

Outras considerações:

1) Por volta de 250 AC, na versão do VT hebraico para o grego foram incluídos alguns destes livros ainda postos em dúvida. Mais tarde no entanto, os judeus claramente os rejeitaram, porém os helênicos já os consagrara em seu cânon. Deste cânon “Septuaginta” proviria a Vulgata Latina de Jerônimo, e mais tarde a versão Católica.
2) Jerônimo, entre 385 a 405 AD, traduziu para o latim (Vulgata Latina) a versão da septuaginta que se tornou a versão Católica Romana. Na Reforma, Lutero foi ao hebraico e surpreendeu-se ao não encontrar os apócrifos, fazendo então uma nova versão para o alemão do cânon judeu.
3) Em 1546, no Concílio de Trento, como Contra-reforma, os católicos confirmaram o cânon da vulgata latina como sagrado.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

cristologia

C R I S T O L O G I A


I. O JESUS HISTÓRICO

1. CONCEITO DE “JESUS HISTÓRICO
No período compreendido entre 1774 a 1778, foi iniciada a procura do Jesus Histórico. Lessing publicou pós morte, as anotações de Hermann Samuel Reimarus. Esse estudioso questionava a tradicional forma de apresentar Jesus na Igreja e no Novo Testamento. Para ele Jesus nunca fizera uma reivindicação messiânica, nunca institui qualquer sacramento, nunca predisse a sua morte e nem ressuscitou dentre os mortos. Dizia que Jesus era um engodo. Essa atitude instigou a busca do Jesus “verdadeiro”. A metodologia racionalista foi a predominante como método de pesquisa dessa busca, peculiar a primeira parte do século XIX. A polêmica desses estudos foi um terreno fértil para nascerem obras pró e contra Jesus.
O interregno entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra Mundial foi a ocasião em que a busca do Jesus histórico foi abandonada, em função da falta de interesse pela procura e pelas dúvidas quanto a sua possibilidade. Entretanto, três fatores foram fundamentais para essa desistência: primeiro - a obra de Albert Schweitzer que revelou a idéia de que o Jesus liberal nunca existiu, pois ele foi criado e baseado nos desejos de liberais, não em fatos verídicos; segundo - a partir da obra de William Wrede e dos críticos da forma, houve o reconhecimento de que os evangelhos não eram meramente biografias objetivas que facilmente poderiam ser pesquisadas à procura de informações historicistas; por fim - Martin Kähler influenciou os estudiosos a reconhecerem que o objeto da fé da igreja no decurso de todos os séculos nunca tinha sido o Jesus histórico do liberalismo teológico, mas o cristo da fé, ou seja, o Cristo sobrenatural proclamado nas Sagradas Letras.
Ernst käsemann, em 1953, reacendeu as chamas da busca do Jesus da história, propalando seu receio de que a lacuna entre o Jesus da história e o Cristo da fé era muito semelhante à heresia docética, que negava a humanidade do Filho de Deus. Como era de se esperar Käsemann decepcionou-se em seus intentos.
O avanço da ciência histórica não tem modificado a opinião universal a cerca do Senhor Jesus. Prova disso é que, desde o mundo antigo à contemporaneidade, encontramos mesmo que em forma diversificada a historicidade da pessoa bendita de Jesus de Nazaré.

2. A OBJEÇÃO DA IGREJA CRISTÃ AO CHAMADO “JESUS HISTÓRICO”
A igreja cristã ri do fascínio dos liberais pela busca do que eles chamam de “Jesus Histórico”. Isso se justifica pelo fato de que o Cristianismo é o que é, através da afirmação de que o homem Jesus de Nazaré, que foi chamado “o Cristo”, é de fato o Cristo, a saber, o Messias, o Ungido. Toda vez que é sustentada a asserção de que Jesus é o Cristo, ali existe a mensagem cristã; onde quer que essa asserção seja negada, é negada igualmente a mensagem cristã.
A religião cristã nasceu não quando nasceu o homem chamado “Jesus”, mas sim, no momento que um de seus seguidores foi levado a dizer-lhe: “Tu é o Cristo”. E o Cristianismo ficará vivo enquanto existirem pessoas que repitam essa afirmação. Isso porque o evento sobre o qual o Cristianismo se baseia apresenta dois lados: o fato que é chamado “Jesus de Nazaré” e a recepção deste fato por aqueles que O receberam como o Cristo. Interessante que no momento que os discípulos O aceitam como o Cristo é também o momento que Ele é rejeitado pelos poderes da história. Então, Aquele que é o Cristo deve morrer por haver aceito o título de “Cristo.
Jesus como o Cristo é tanto um fato histórico quanto um objeto de recepção pela fé. Não se pode afirmar, a verdade sobre o evento no qual se baseia o Cristianismo sem afirmar ambos esses lados. Se Jesus não tivesse impactado os seus discípulos com o fato de ser o Cristo, e eles tivessem crido, bem como através deles a todas as gerações posteriores, o homem que é chamado Jesus de Nazaré talvez fosse recordado apenas como uma pessoa histórica e religiosamente importante. Mas se ele foi crido e provou de fato ser o Cristo.
Nesse sentido, quem é o “Jesus Histórico”? Russel Norman Champlin responde tal questionamento em sua obra Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Para ele o Jesus histórico é igualmente o Jesus a quem adoramos,e servimos, É o Jesus teológico naturalmente, podemos ter algumas noções falsas a cerca d’Ele, mas há tal identificação de pessoa. Jesus é uma figura cósmica, dotada de importância universal. Não foi meramente um homem bom, um excelente mestre. Ele é também o Senhor da Glória, no sentido mais literal possível.
James Moffatt, em sua obra Jesus Christ The Same assevera:
“Nada é mais provável do que aquele que viveu à face da Terra, por alguns poucos anos, seja o mesmo Cristo, a quem seus seguidores adoram como Senhor; nenhum novo Jesus foi criado por algum movimento sincretista do primeiro século cristão. Há certa unidade no ministério insolúvel de sua pessoa, que é, não apenas real, mas também é, a causa real que subjaz às diversas interpretações de sua vida e de sua obra, e as experiências posteriores Igreja subentendem, repetida e continuadamente, que deve haver comunhão com ele, como algo mais profundo que qualquer modificação interna ou externa da fé”.

3. A PESQUISA EM BUSCA DO JESUS, HISTÓRICO E O FRACASSO DE TAL INVESTIGAÇÃO.
Paul Tilllych, em sua obra Teologia Sistemática expõe o insucesso da capturação do chamado “Jesus Histórico”. Pude dividir a opinião de Tillych em cinco pontos, a saber: foi falsa a idéia de a crítica histórica ter destruído a própria fé; esse fracasso foi motivado pela natureza das fontes de pesquisa; o Cristianismo se alicerça no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus e não em uma novela histórica; os ensinos e as mensagens de Jesus não têm relação com a situação concreta na qual foram pronunciadas. Vejamos esses cinco aspectos do pensamento Tillychano.

3.1 A crítica histórica parecia haver destruído a própria fé.

Desde o momento em que foi aplicado o método científico de pesquisa histórica à literatura bíblica, problemas teológicos que nunca estiveram completamente ausentes ficaram de tal forma aumentados, como nunca o estiveram em períodos anteriores da história da igreja. O método histórico une elementos analítico-críticos e construtivo-conjeturais . Para a consciência cristã normal, moldada pela doutrina ortodoxa da inspiração verbal, o primeiro elemento impressionou muito mais do que o segundo. Só foi sentido o elemento negativo no termo “crítica”, e esse empreendimento todo foi chamado de “crítica histórica” ou “alta crítica”` ou, com referência a um método recente, “critica da forma”. Em si mesmo, o termo “crítica histórica” significa nada mais do que pesquisa histórica. Toda pesquisa histórica crítica suas fontes, separando aquilo que apresenta mais probabilidade daquilo que apresenta menos ou é totalmente improvável. Ninguém duvida da validez desse método, já que ele é confirmado continuamente por seu sucesso; e ninguém protesta com seriedade se ele destrói belas lendas e preconceitos profundamente enraizados. Mas a pesquisa bíblica se tornou suspeita desde seu próprio começo. Ela parecia criticar não só as fontes históricas, mas também a revelação contida nessas fontes. Pesquisa histórica e rejeição da autoridade bíblica foram consideradas idênticas. Revelação, supunha-se, abarcava não só o conteúdo revelatório, mas também a forma histórica na qual apareceu. Isso parecia ser verdade especialmente com relação aos fatos referentes ao “Jesus histórico”. Já que a revelação bíblica é essencialmente histórica, parecia impossível separar o conteúdo revelatório dos relatos históricos tais quais apresentados nos registros bíblicos. A crítica histórica parecia haver destruído a própria fé.
Mas a parte crítica da pesquisa histórica na literatura bíblica é a parte menos importante. Mais importante é a parte construtivo-conjetural, que foi a força motora em todo esse empreendimento. Os fatos que estão por três dos registros, foram buscados; especialmente se buscaram os fatos sobre Jesus. Havia um desejo urgente de descobrir a realidade desse homem, Jesus de Nazaré, por trás das tradições coloridas e ao mesmo tempo, camufladoras dessa realidade, que são tão antigas quanto ela própria. Desse modo, a pesquisa pelo assim chamado “Jesus histórico” teve início. Seus motivos eram ao mesmo tempo religiosos e científicos. Essa tentativa era corajosa, nobre e extremamente significativa em muitos aspectos. Suas conseqüências teológicas são inúmeras e bastante importantes. Mas, vista à luz de sua intenção básica, a tentativa da crítica histórica de encontrar a verdade empírica sobre Jesus de Nazaré foi um fracasso. O Jesus histórico, a saber, o Jesus que está por trás dos símbolos de sua recepção como o Cristo, não só não apareceram, quanto se distanciavam cada vez mais g medida que se dava um novo passo. A história das tentativas de se escrever uma “vida de Jesus”, elaborada por Albert Schweitzer em sua primeira obra, “A busca do Jesus Histórico” ainda é válida. Sua própria tentativa construtiva foi corrigida. Eruditos, tanto conservadores quanto radicais, se tornaram mais cautelosos, mas a situação metodológica não mudou. Isso se tornou manifesto quando o programa ousado de “desmitologização do Novo Testamento”, feito por Bultmann, levantou uma tempestade em todos os campos teológicos, e a lentidão com que a escola de Barth considerava o problema histórico foi seguida por um impressionante despertamento. Mas o resultado do questionamento novo (e muito antigo) não é uma imagem do assim chamado Jesus histórico, mas o “insight” de que não existe uma imagem por trás da imagem bíblica que pudesse se tornar cientificamente provável.

3.2 O fracasso foi motivado pela natureza das fontes de pesquisa

A situação exposta acima não é questão de um defeito passageiro da pesquisa histórica que um dia seja superado. Ela é causada pela própria natureza das fontes. Os registros sobre Jesus de Nazaré são os de Jesus como o Cristo, dados por pessoas que o receberam como o Cristo. Portanto, se tentamos encontrar o Jesus real que está por trás da imagem de Jesus como o Cristo, é necessário separar criticamente os elementos que pertencem ao lado factual do evento, daqueles elementos que pertencem ao lado receptivo. Ao fazer isso, esboça-se uma “Vida de Jesus”; muitos desses esboços foram elaborados. Em muitos deles atuaram juntos: honestidade científica, devoção amorosa e interesse teológico. Em outros são visíveis o distanciamento crítico e até mesmo a rejeição malévola. Mas nenhum pode reivindicar ser uma imagem provável, que seja o resultado de um labor científico tremendo dedicado à essa tarefa durante duzentos anos. No máximo, eles são resultados mais ou menos prováveis, incapazes seja de fornecer uma base para a aceitação da fé cristã, seja para rejeitá-la.
Tendo em vista essa situação, houve tentativas de reduzir a imagem do Jesus histórico aos seus traços “essenciais”; a elaborar uma Gestalt, ao mesmo tempo em que deixando abertos g dúvida seus traços particulares. Mas esse não é o processo correto. A pesquisa histórica não pode pintar uma imagem essencial depois de eliminar todos os traços particulares porque eles são questionáveis. Ela permanece dependente dos traços particulares.
Conseqüentemente, as imagens do Jesus histórico nas quais é amplamente evitada uma “Vida de Jesus” diferem tanto umas das outras, quanto aquelas nas quais não é aplicada tal auto-restrição.
A dependência da Gestalt na valoração dos traços particulares é evidente num exemplo tomado do complexo daquilo que Jesus ensinou sobre si mesmo. Para elaborar esse ponto, deve-se saber, além de muitas outras coisas, se ele aplicou o título “Filho do Homem” a si mesmo, e caso sim, em que sentido. Toda resposta dada a essa questão é uma hipótese mais ou menos provável, mas o caráter do quadro “essencial” do Jesus histórico depende decisivamente dessa hipótese. Esse exemplo mostra claramente a impossibilidade de substituir a tentativa de esboçar uma “Vida de Jesus” tentando pintar a “Gestalt de Jesus”
Esse exemplo mostra ao mesmo tempo outro ponto importante. Pessoas que não estão familiarizadas com o aspecto metodológico da pesquisa histórica temem suas conseqüências para a doutrina cristã e por isso gostam de atacar a pesquisa histórica em geral e a pesquisa na literatura bíblica em especial, acusando-as de preconceitos teológicos. Se elas forem consistentes, negarão que sua própria interpretação também é preconcebida ou, como elas diriam, dependente da verdade de sua fé. Mas elas negam que o método histórico tenha critérios científicos objetivos. Contudo, essa afirmação não pode ser sustentada em vista do imenso material histórico que foi descoberto e freqüentemente verificado de forma empírica por um método de pesquisa usado universalmente. E característico desse método que ele tenta manter uma auto-crítica permanente para libertar-se de preconceitos conscientes ou inconscientes. Isso nunca é plenamente bem sucedido, mas é uma arma poderosa e necessária para se obter conhecimento histórico.
Um dos exemplos aludidos freqüentemente neste contexto é o tratamento dos milagres do Novo Testamento. O método histórico não aborda as histórias de milagres nem com o pressuposto de que aconteceram porque foram atribuídos aquele que é chamado o Cristo, nem com o pressuposto de que eles não aconteceram porque esses eventos contradiriam as leis da natureza. O método histórico pergunta, quão fidedignos são os relatos em cada caso particular, quão dependentes são eles de fontes mais antigas, como poderiam ter sido influenciados pela credulidade de um período, como são bem confirmados por outras fontes independentes, em que estilo são escritos, e para que finalmente são usados no contexto todo. Todas essas questões podem ser respondidas de forma “objetiva” sem a interferência desnecessária de preconceitos positivos ou negativos. O historiador nunca pode conseguir uma certeza dessa forma, mas pode chegar a um alto grau de probabilidade. Contudo, seria um salto a outro nível se ele transformasse a probabilidade histórica em uma certeza histórica positiva ou negativa mediante um juízo de fé (como será mostrado mais adiante). Essa distinção clara freqüentemente é confundida pelo fato óbvio de que a compreensão do sentido de um texto é parcialmente dependente das categorias de compreensão usadas no encontro com textos e registros. Mas não é totalmente dependente delas, já que existem aspectos filológicos e outros que estão abertos à uma abordagem objetiva. Compreensão exige participação do sujeito naquilo que compreende, e só podemos participar em termos daquilo que somos, incluindo nossas próprias categorias de compreensão. Mas essa compreensão “existencial” nunca deveria perverter o juízo do historiador com respeito aos fatos e relações. A pessoa cuja preocupação última é o conteúdo da mensagem bíblica está na mesma posição que aquela cujo conteúdo t indiferente, se discutem questões como as do desenvolvimento da tradição sinótica, ou os elementos mitológicos e lendários do Novo Testamento. Ambas têm os mesmos critérios de probabilidade histórica e devem usá-los com o mesmo rigor, embora ao fazer isso possam afetar suas próprias convicções religiosas ou filosóficas. Nesse processo pode acontecer que preconceitos que fecham os olhos para fatos particulares abrem-nos para outros. Mas esse “abrir os olhos” é uma experiência pessoal que não pode ser convertida num princípio metodológico. Só existe um procedimento metodológico, e esse consiste em olhar o objeto a ser investigado e não nossa maneira de olhar o objeto, já que nossa atitude se acha realmente determinada por muitos fatores psicológicos, sociológicos e históricos. Esses aspectos devem ser desconsiderados intencionalmente por quem quer que aborde um fato objetivamente. Não se deve formular um juízo sobre a auto-consciência de Jesus a partir do fato de que se é um cristão - ou anti-cristão. O juízo deve ser inferido de um certo grau de plausibilidade, baseado em registros e em sua provável validez histórica. Isso, sem dúvida, pressupõe que o conteúdo da fé cristã seja dependente desse juízo.

3.3 O Cristianismo se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus

A religião cristã se alicerça no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus de Nazaré e não em uma novela histórica, eis aí o fracasso da caça pelo Jesus Histórico. A busca do Jesus histórico foi uma tentativa de descobrir um mínimo de fatos confiáveis sobre o homem Jesus de Nazaré, para se obter um fundamento seguro à fé cristã. Essa tentativa foi um fracasso. A pesquisa histórica forneceu probabilidades sobre Jesus, em grau maior ou menor. A base dessas probabilidades, ela esboçou “Vidas de Jesus”. Mas essas se pareciam mais a novelas do que a biografias; elas com certeza não poderiam fornecer uma base segura para a fé cristã. O cristianismo não se baseia na aceitação de uma novela histórica; ele se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus por pessoas que não estavam absolutamente interessadas numa biografia do Messias.
A intuição dessa situação induziu alguns teólogos a desistirem de qualquer tentativa de construir uma “vida” ou uma Gestalt do Jesus histórico e restringir-se a uma interpretação das “palavras” de Jesus. A maior parte dessas palavras (embora não todas) não se referem a ele mesmo e podem ser separadas de qualquer contexto biográfico. Portanto, seu sentido é independente do fato de que possam ou não ter sido ditas por ele. Nessa base o problema biográfico insolúvel não guarda a menor relação com a verdade das palavras correta ou erradamente registradas como palavras de Jesus. O fato de que a maioria das palavras de Jesus tem um paralelo na literatura judaica contemporânea não é um argumento contra sua validez. Esse também não é um argumento contra sua unicidade e poder, tais como aparecem em coleções como o Sermão da Montanha, as parábolas e as discussões com inimigos, bem como com seus seguidores.

3.4 Os ensinos e as mensagens de Jesus Cristo

Uma teologia que tenta fazer das palavras de Jesus um fundamento histórico da fé cristã pode fazê-lo de duas maneiras. Pode tratar as palavras de Jesus como “ensinos de Jesus” ou como “mensagem de Jesus”. Como ensinos de Jesus, elas são entendidas como interpretações refinadas da lei natural ou como intuições originais da natureza do homem. Elas não tem relação com a situação concreta na qual foram pronunciadas. Como tal, pertencem à lei, profecia ou literatura sapiencial, da mesma maneira como no Antigo Testamento. Elas podem transcender todas essas três categorias em termos de profundidade e poder; mas não os transcendem em termos de caráter. Contudo, restringir a investigação histórica aos “ensinos de Jesus” é reduzir Jesus ao nível do Antigo Testamento e implicitamente negar sua reivindicação de superar o contexto vétero-testamentário .
A segunda forma pela qual a pesquisa histórica se restringe às palavras de Jesus C mais profunda que a primeira. Ele nega que as palavras de Jesus sejam regras gerais de comportamento humano, que elas sejam regras às quais a gente deva se sujeitar, ou que elas sejam universais e possam portanto ser abstraídas da situação na qual foram ditas. Em vez disso, enfatizam a mensagem de Jesus de que o Reino de Deus está “à mão” e que portanto aqueles que querem entrar nele devem se decidir a favor ou contra o Reino. Essas palavras de Jesus não são regras gerais, mas exigências concretas. Essa interpretação do Jesus histórico, sugerida especialmente por Rudolf Bultmann, identifica o sentido de Jesus com o sentido de sua mensagem. Ele exige uma decisão, a saber, a decisão por Deus. E essa decisão inclui a aceitação da Cruz, porque ele mesmo aceitou a sua. Aquilo que é historicamente impossível, a saber, o esboço de uma “vida” ou uma Gestalt de Jesus, é engenhosamente evitado usando aquilo que está imediatamente dado - a saber, sua mensagem sobre o Reino de Deus e suas condições e apegando-se cada vez mais ao “paradoxo da Cruz de Cristo” Mas até mesmo esse método de juízo histórico restrito não pode oferecer um fundamento à fé cristã. Ele não mostra como pode ser cumprida a exigência de decidir-se pelo Reino de Deus. A situação de ter que se decidir permanece sendo aquela sob a lei. Não transcende a situação do Antigo Testamento, a situação da busca por Cristo. Pode-se chamar a essa teologia de “liberalismo existencialista” em contraste com o “liberalismo legalista” do primeiro. Mas nenhum desses métodos responde à pergunta de onde reside o poder de obedecer aos ensinos de Jesus ou de decidir-se pelo Reino de Deus. Isso esses métodos não podem fazer porque a resposta deve vir de uma nova realidade que, de acordo com a mensagem cristã, é o Novo Ser em Jesus como o Cristo. A Cruz é o símbolo de um dom antes de ser o símbolo de uma exigência. Mas, se isso for aceito, é impossível retirar-se do ser de Cristo para refugiar-se em suas palavras. A via de acesso última da pesquisa e busca do Jesus histórico está barrada, e manifesta o fracasso da tentativa de apresentar um fundamento à fé cristã através da investigação histórica.

3.5 A confusão semântica em torno da expressão “Jesus Histórico”

Esse resultado teria sido reconhecido com mais facilidade se não fosse pela confusão semântica a respeito do sentido do termo “Jesus histórico”. Esse termo foi usado predominantemente para os resultados da pesquisa histórica referente ao caráter e vida da pessoa que está por trás dos registros do Evangelho. Como todo conhecimento histórico, nosso conhecimento dessa pessoa é fragmentário e hipotético. A investigação histórica sujeita esse conhecimento ao ceticismo metodológico e à mudança contínua que ocorre nos traços particulares, bem como nos essenciais. Ela tem como alvo ideal atingir um alto grau de probabilidade, mas em muitos casos isso é impossível.
O termo “Jesus histórico” também é usado para significar o evento “Jesus como Cristo” como um elemento factual. O termo nesse sentido levanta a questão da fé e não a questão da pesquisa histórica. Se o elemento factual no evento cristão fosse negado, seria negado também o fundamento do cristianismo. Ceticismo metodológico sobre o labor da pesquisa histórica não nega esse elemento. A fé não pode nem mesmo garantir o nome “Jesus” com respeito àquele que foi o Cristo. Ela deve deixar isso às incertezas de nosso conhecimento histórico. Mas a fé garante a transformação factual da realidade naquela vida pessoal que o Novo Testamento expressa em sua imagem de Jesus como o Cristo. Se não se distinguirem esses dois sentidos do termo “Jesus histórico”, não é possível haver nenhuma discussão honesta e frutífera.


II. A COMPLETA CRISTIFICAÇÃO DE JESUS


1. CONCEITO DE CRISTIFICAÇÃO

Christos em grego é “ungido”, de epichriô, “ungir, “untar”. A ilustração utilizada pelo Educador em Teologia Expedito Nogueira Marinho bem se adeqúa a essa etimologia: quando cai sobre uma folha de papel uma gota de azeite, esse papel ou qualquer outra substância porosa fica ungida ou permeada pelo óleo ao ponto de parecer ambos a mesma coisa, porque tanto o azeite está no papel como o papel está no azeite, de forma que ambos não podem serem vistos separadamente.
Por “cristificação”, entende-se o ato ou efeito de o homem Jesus de Nazaré (de fato, pessoa humana) ser permeado pelo “Cristo”. Para isso ocorrer Jesus teve que ser efetivamente homem. Entretanto, é preciso ponderar que apesar de Jesus ter nascido, crescido, trabalhado, sofrido como ser humano, não viveu como todo indivíduo. O nosso Senhor não era o tipo de homem como os outros homens. Essa análise deve ser feita para não se cair nos extremismos: uns elevam Jesus, a tal ponto de perder a sua humanidade como faziam os docéticos do passado; outros diminuem Jesus a tal ponto de confundi-lo com um mero ser humano qualquer.

2. SER FILHO DO HOMEM: REQUISITO PARA SER CRISTIFICADO
O primeiro requisito para Jesus de Nazaré ser cristificado foi o fato de ele não ser um homem do tipo que toda a raça humana é. Ele foi o único homem 100% humano, enquanto o restante dos seres humanos são apenas semi-humanos. Por isso mesmo, enquanto Se manifestou em carne aos homens, Ele preferia Se auto-entitular “O Filho do Homem”. Nosso Senhor não se denominou como filho ­de homem, mas sim Filho ­do homem, o que significa ser ele filho de uma geração 100% hominal. Ele foi gerado de modo diferente do restante da humanidade.
O título Filho do Homem freqüentemente é aplicado à pessoa de Cristo, lembra sua humanidade (Jo 1.14). Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no NT e com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse. Em Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por Deus 91 vezes. Segundo o Dr. Allmen, em seu Vocabulário Bíblico citado por Tasker a expressão “Filho do Homem” (Jo 3.13) havia se tornado uma figura messiânica mais corrente. Esse é o motivo porque um exame dos textos evangélicos permitem, quase sem possibilidade de erro, preferir que ao designar-se “Filho do homem” o Senhor Jesus escolheu esse título, evidentemente, menos comprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também uma esperança judaica do “Homem dos últimos tempos”, conforme lemos em Rm 5.12-21; 1 Co 15.22, 45, 47; e 2. 5-11). R.V.G. Tasker Professor Emérito de Exegese do Novo Testamento na Universidade de Londres em sua obra Mateus - Introdução e Comentário defende a idéia de que Cristo apartou para si o título em foco porque o termo expressava melhor do que qualquer outro vocábulo os dois lados da sua natureza. Por um lado, chamava a atenção para as limitações e sofrimentos a que ele estava por necessidade sujeito durante a sua existência terrena; como homem real (sendo que o hebraico, “filho do homem: , equivale a “homem”) esteve abaixo dos anjos, conforme Hb 2.6,7. Por outro lado. Também sugeria a sua transcendência, que se veria em toda a sua glória quando os homens vissem o Filho do homem vindo para juízo nas nuvens do céu e reivindicando os seus direitos de propriedade sobre todos os reinos de acordo com o vaticínio do profeta Daniel (Dn 7.13,14).

3. JESUS DE NAZARÉ PÔDE SER CRISTIFICADO PORQUE TAMBÉM É O FILHO DE DEUS

Para os teólogos católicos Juan Mateos e Juan Barreto, na obra Vocabulário Teológico do Evangelho de São João, a terminologia “Filho do homem” indica a condição humana realizada nele com excelência, plenitude e unicidade que o constitui em modelo de homem, o vértice da humanidade. Em outro momento da obra, apesar de os autores recomendarem cautela ao interpretar essa expressão. Admitem que “Homem” acompanhado do artigo definido “o” no Evangelho segundo escreveu João, ou seja, “O homem” (o Filho do homem) aparece no texto joanino doze vezes: 1.51; 3.13,14; 6.27,53,62; 8.28; 9.35; 12.12,34; 13.31. A passagem mais destacável é Jo 6.27: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo” (grifo nosso). Aqui o Filho do homem, distingui-se dos outros homens por estar marcado com o selo de Deus. Este selo é O Espírito, que recebeu em plenitude, conforme Jo 1.32,33.
Ora, a visão de João Batista que descreve a descida do Espírito Santo é a explicação em forma de narrativa da afirmação teológica de Jo 1.14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai”. A glória identifica-se com o Espírito e sua comunicação se realiza e caracteriza o projeto de Deus feito homem (vemos que em Jo 1.1c “um” Deus era o projeto. O filho do Homem significa pois nos lábios de Jesus, sua própria humanidade que possui a plenitude do espírito, o projeto divino sobre o homem realizado nele, o modelo de homem, o ‘vértice humano. É a realidade de Jesus vista desde baixo, desde sua raiz humanam, que se ergue até à absoluta realização pela comunicação do Espírito. O seu correlativo é o título “o Filho de Deus”, que significa a mesma realidade vista de cima, desde de Deus, designado o que é totalmente semelhante a ele e possui a condição divina.
Nessa linha de análise, a expressão “o Filho de Deus” designa Jesus como o que possui a plenitude do Espírito de Deus, denotando a relação particular e exclusiva que Jesus tem com o Pai. a expressão encontra-se pela primeira vez nos lábios de João Batista, expressando o efeito da descida do Espírito sobre Jesus, conforme Jo 1.32-34. A esta consagração com o Espírito o próprio Jesus associa a sua qualidade de Filho de Deus, consoante Jo 10.36. A condição de Filho de Deus, unidade à de Messias, constitui a profissão de fé da comunidade cristã. Logo, Jesus de Nazaré pôde ser cristificado porque também é o Filho de Deus.


III. O TIPO DE FECUNDAÇÃO QUE FORMOU O CORPO DO SENHOR JESUS CRISTO

Como já discorri anteriormente Jesus de Nazaré não se auto-entitulou como filho ­de homem, mas sim Filho ­do homem, o que denota ser ele filho de uma geração 100% hominal. Para se entender isso é preciso distinguir a forma comum com que a espécie humana é gerada e o modo sobrenatural pelo qual “o Verbo se fez carne”.

1. GERAÇÃO NATURAL - HUMANA, A NOSSA

Fecundação é o ato e o efeito pelo qual um ser humano é gerado - a penetração de um espermatozóide em um óvulo. Nesse sentido, fecundar é comunicar a (um germe) o princípio, a causa imediata do seu desenvolvimento; é conceber, gerar alguém. Poucas maravilhas da natureza podem ser comparadas ao mágico instante da concepção da vida humana. O encontro entre o óvulo e o espermatozóide e marcado na Trompa de Falópio. Lá o óvulo, em repouso, espera pacientemente a chegada de um espermatozóide para ser fecundado e posteriormente tornar-se um bebê.
O milagre da criação natural deve ocorrer dentro de 24 horas, caso contrário como declara a escritora Déborah Fonseca “tudo se resumirá a um rio de sangue”, com a chegada da menstruação. De outro lado, bem próximo, no momento do orgasmo masculino cerca de 400 milhões de espermatozóides são liberados e partem em ritmo alucinado para fazer cumprir sua missão de criar um novo ser humano,. Alguns podem levar horas até percorrerem os 18 centímetros entre a vagina e as trompas. Os mais afoitos, porém, conseguem chegar em questão de segundos. Há ainda outros, sem a mesma sorte, que acabam ficando pelo caminho presos nas cavidades do útero. Apenas um pequeno grupo vence todos os obstáculos e chega próximo ao óvulo. Sem hesitar um só instante, um dos espermatozóides se adianta aos outros e penetra o óvulo. Imediatamente, a composição química do óvulo se altera e impede a passagem de outros. É o fim desta incrível jornada e o início de uma nova vida. Glória ao Criador!
A forma pela qual a raça humana é fecundada é a hiloplasmática. O prefixo “hilo” vem do vocábulo “hily” que significa matéria; e “plasmática” origina-se de “plasmar” que quer dizer “formar”. Essa análise etimológica nos leva a concluir que um corpo “hilo-gerado” é um corpo gerado pela matéria. Entende-se por matéria nesse contexto substância física, ou com mais aprofundamento, pelo ponto de vista filosófico da expressão, o que dá realidade concreta a uma coisa individual, que é o objeto de intuição no espaço e dotado de uma massa mecânica. Como vimos acima a forma com que uma pessoa é gerada é um estupendo milagre. Mas, por mais maravilhoso ( e não deixa de ser um milagre) que seja nosso Senhor Jesus teve uma geração muito mais maravilhosa que essa, como veremos adiante.

2. GERAÇÃO SOBRENATURAL - DIVINA, A DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Se a produção de um ser humano natural já é estupenda e miraculosa, muito mais nos deixa estupefatos a forma com que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. É o chamado milagre da regressão, que o Apóstolo Paulo bem descreveu de um modo até poético aos crentes em Filipos, quando expôs a profunda doutrina da necessidade de o cristão manter-se humildade em seu coração a semelhança de “Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Fp 2.5-8).
Como expus anteriormente a fecundação é o ato e o efeito pelo qual um ser humano é gerado - no caso natural ocorre com a penetração de um espermatozóide em um óvulo, comunicando-lhe a causa imediata do seu desenvolvimento. Mas o nosso Senhor Jesus não foi fecundado pelo modo hiloplasmático como comentei anteriormente. Sua geração foi bioplasmática. Analisemos a etimologia do termo “bioplasmática”. A palavra “bios” em grego é “vida” e relembrando o sufixo “plasmática” vem de “plasmar” que quer dizer “formar”. Significa dizer que um corpo “bioplasmático” é um corpo formado pela vida. Logo, Jesus foi gerado pela vida.
A geração bioplasmática por certo fora a maneira com qual Deus planejara a procriação da espécie humana a partir de Adão, entretanto, tal plano foi frustrado pelo fato de o primeiro homem não ser aprovado no teste de fidelidade aplicado pelo Senhor. O pecado interrompeu o projeto de procriação pela vida planejado pelo Criador. Em contra partida, Jeová pôde executar o seu plano de geração do ser através da encarnação do Verbo divino. O Filho de Deus não foi gerado pela matéria, por isso, pôde se auto-entitular de Filho do Homem. Jesus de Nazaré foi o maior homem que já pisou a face da Terra.
Talvez a idéia acima fique estranha ao leitor apressado da Bíblia que lendo o Santo Evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu São Lucas vê a própria declaração de Jesus acerca de um profeta “... entre os nascidos de mulher, não há maior profeta do que João Batista” (Lc 7.28). Jesus sabia que Ele próprio era o maior ser humano da face da terra (o único 100% homem), mas também tinha consciência que não tinha provindo a carne de Maria e muito menos de José. Conforme vemos em Lucas 1.35: “Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”. Falando de modo reverente, Gabriel diz que o Espírito Santo descerá sobre Maria e que o poder do Altíssimo a envolvera.
Alguns exegetas esclarecem essa passagem bíblica de modo peculiar. Leon Morris ensina que esta expressão delicada exclui idéias grosseiras de uma “união” entre o Espírito Santo com Maria. Gabriel deixa claro que a concepção de Maria será o resultado de uma atividade divina. Por causa disso, o filho a ser nascido seria “santo... o Filho de Deus”. A nota de rodapé da Bíblia de Jerusalém esclarece que a expressão “o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” evoca, seja nuvem luminosa de Jeová, conforme Ex 13.22, 19.16, 24.16), seja as asas do pássaro que simbolizam o poder protetor (Sl 17.8; 57.2; 140.8) e criador (Gn 1.2) de Deus. Merril Tenney assevera que em contraste com as lendas pagãs da antigüidade relacionadas com reputada descendência de deuses homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de uma ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a encarnação. O teólogo E. F. Kevan ensina que o Espírito Santo desceu sobre a virgem Maria em Sua capacidade como poder criativo de Deus, conforme Gn 1.2, a encarnação foi o começo de uma nova criação. O “poder do Altíssimo” cobriu-a livre de toda a mancha do pecado. Ainda que verdadeiramente da raça de Adão, Jesus no entanto nasceu como Cabeça, sem pecado, de uma nova raça. As palavras de Gabriel: “Será chamado Filho de Deus”, dão base à filiação divina do filho de Maria quando de Sua concepção pelo Espírito divino. Isso não implica, nem tão pouco exclui a sua preexistência. Seu resultado é visto na consciência da paternidade de Deus que Jesus possuía desde Seus anos primordiais. Portanto, o homem Jesus não fora gerado pela matéria, mas sim, pela vida. Não foi contaminado com o elemento pecaminoso que havia em Maria.
Por outro lado, os homens naturais são “gerados pela carne e pelo sangue”, por isso são mortais como todo animal, mas, o Senhor Jesus possuía em si a imortalidade. Prova disso foi o que Ele mesmo revelou acerca dessa verdade: “...dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18). Somente tem legitimidade para falar dessa maneira quem possui em si a imortalidade. Isso corrobora a verdade de que Jesus foi gerado de um modo 100% humano e 0% animal, em função disso, ele intitula a si mesmo de “O filho do Homem”.












TEMA: SETE PASSOS PARA VENCER A CRISE FINANCEITA

TEMA: SETE PASSOS PARA VENCER A CRISE FINANCEITA
TEXTO 2 Reis 4:1-7
INTRODUÇÃO
MEUS, QUERIDOS, TODOS NOS PASSAMOS POR MOMENTOS DIVICIOS MAIS TEMOS SEMPRE DE ESTÁ CONFIANDO EM DEUS.
I) Não aceite a crise como “um beco sem saída”. (2 Reis 4:1)
1. Não existe beco sem saída para os filhos de Deus.
2. O otimista nunca diz: “Não tem jeito!”
3. O otimista consegue enxergar aquilo que os outros não percebem.
“Sempre haverá uma saída em Deus”.
II) Não aceite um acordo para perder aquilo que você tem de mais precioso. Ela tinha “os filhos” que serviria como pagamento das dividas. Eles seriam levados como escravos.
Dependendo dos acordos que fazemos, vencemos as dividas, ou por elas somos vencidos.
1. Há pessoas que fazem acordo, mas sacrificam aquilo que é inegociável.
a. Sacrificam os Filhos, esposa, o casamento, a família.
b. Sacrificam a saúde.
c. Sacrificam sua Honestidade, sua integridade.
d. Sacrificam sua comunhão com Deus.
III) Busque orientação, conselho, direção financeira.
“...clamou a Eliseu, dizendo:...” (2 Reis 4:1)
1. As grandes empresas pagam muito dinheiro por uma orientação sábia de um consultor financeiro.
“Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança” (Pv 11:14).
“O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio”. (Pv 12:15)
“ Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam”. (Pv 15:22)
“Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros”. (Pv 24:6)
IV) Siga a instrução recebida. (2 Reis 4:5,6)
Muitas pessoas morrem porque não seguem a instrução recebida do médico.
1. Ela acreditou na idoneidade do conselheiro.
2. Ela colocou em prática aquilo que ouviu.
3. Ela seguiu a instrução completa, não mudou nada.



V) Não a milagre financeiro sem trabalho. (2 Reis 4:3,4)
Acredite em milagre não em mágica.
Pedir vasilhas.
Carregar vasilhas.
Encher as vasilhas.
Sem trabalho não há vitória sobre a crise financeira.
Um problema chamado preguiça.
“A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecerá fome”. (Pv 19:15)
“Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça”. (PV 31:27)
“...se alguém não quiser trabalhar, não coma também”. (2 Ts 3:10)
“O preguiçoso inventa as desculpas mais esfarrapadas para não trabalhar”. (Pv 22:13)
VI) Não use desculpas ilógicas para não pagar a divida.
1. Quem deve não foge das dividas.
2. Quem deve respeita o credor. A viúva não tirou razão do credor desrespeitando-o.
3. Quem deve busca uma forma de resolver seu problema.
VII) O tripé do sucesso financeiro.
Comprar. (O que tens em casa? Algo que ela tinha comprado.) Primeiro, você precisa saber comprar. No mundo inteiro as pessoas sabem o que é desconto. Quem sabe comprar, é um bom administrador.
Vender. (O pouco foi multiplicado, agora ela precisava negociar bem!) Tudo na vida depende da nossa capacidade de negociação. Ex., recebeu um oferta de 100 reais e com ela fez chocolate e vendeu durante 6 meses, o tempo que demorou para Deus abrir uma porta de trabalho para ele e sua esposa.) Um dos principais segredos do sucesso financeiro está no saber negociar.
Pagar. (Leve a sério os compromissos assumidos.) Deus não pode abençoar:
a. Pessoas desonestas, (Ef 4:28).
b. Pessoas descontroladas, (Gl 5:23)
c. Pessoas irresponsáveis, (Mt 25:18, 26-29).
Conclusão:
A sua vida amanhã, depende de como você administra suas finanças hoje.
“Vivei do resto...” (1 Reis 4:7)

CULTO NA IGREJA O BRASIL PARA CRISTO

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CONFERENCISTA ROBERTO GADRÉT PREGANDO NA IGREJA QUE ELE REUNE

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CONFERENCISTA ROBERTO GADRÉT

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EU E MEU AMIGO ROBERTO SANTOS

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O CONFERENCISTA ROBERTO PREGANDO NO CONGRESSO NA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS PASTOR DIONISIO

A FILHA DO ROBERTO COM SUAS AMIGUINHAS

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CRIANÇAS FELIZ

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O CONFERENCISTA ROBERTO PREGANDO EM UMA FESTA DE JOVENS