segunda-feira, 4 de maio de 2009

A MATEMÁTICA DO MILAGRE

A MATEMÁTICA DO MILAGRE
Mateus 14.13-21
Propósito Geral: Consagratório.

Tema Específico: O milagre da multiplicação.

Idéia Central do Sermão:
JESUS CONTINUA FAZENDO O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO
Frase de Efeito: APLIQUE EM SUA VIDA A MATEMÁTICA DO MILAGRE.

Pergunta de Ligação: - Como podemos fazer isso? Observando as OPERAÇÕES DA MATEMÁTICA DO MILAGRE relatadas neste texto:

PRIMEIRA OPERAÇÃO DA MATEMÁTICA DO MILAGRE: DIMINUIR A HIPOCRISIA (até acabar com ela) - vs 15.
Tema do Meio:Hipocrisia.
Explicação:Os discípulos não estavam preocupados com a multidão, como pode parecer à primeira vista. Lendo o contexto imediatamente anterior, vemos que João Batista havia sido morto pelo rei. Os discípulos estavam, naturalmente, assustados e com medo que algo ruim também acontesse a eles e a Jesus. Apesar do seu discurso tão piedoso, eles, na verdade, queriam apenas se livrar daquela gente, pois uma multidão com fome sempre é um grande problema e um tumulto facilmente poderia se desencadear com eles no centro das atenções, e com grandes chances de serem responsabilizados pelo desastre. Em outras palavras, eles estavam sendo hipócritas. Mas Jesus não "engoliu" sua farsa ("A multidão não precisa ir embora" - disse-lhes o Mestre), pois o Nosso Senhor não fará milagres enquanto houver hipocrisia em nossos lábios e em nossos corações.
Ilustração:Um jovem vivia se negando à obra de Deus, alegando para o seu pastor que não tinha tempo, pois trabalhava de dia e estudava à noite. Mas sua máscara caiu no dia em que ele arranjou uma namorada. A partir daquele momento ele arranjava tempo de sobra para namorar, todos os dias e aos finais de semana.
Fundamentação:Isaías 29.13: "Este povo... com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim..."
Opinião Contrária:
Ponto-Cruz:
Glorificação:
Aplicação:Hipócrita é aquele pecador que antigamente fazia tanto pelo pecado e agora faz tão pouco por Jesus:
- Antes, ele andava a distância que fosse para satisfazer seus desejos. Agora acha que a igreja é longe.
- Enfrentava qualquer tempo. Agora qualquer chuvinha o faz faltar aos cultos.
- Gastava grande parte do seu salário para sustentar seus vícios. Agora acha o dízimo pesado.
- Gastava horas com bares, festas, jogos etc. Agora acha que um culto de 2 horas é inadimissível.
- Dava tudo de si para as coisas do mundo. Agora nega seu tempo, recursos e talentos para Jesus.
Apelo do Meio:

SEGUNDA OPERAÇÃO DA MATEMÁTICA DO MILAGRE: SOMAR RESPONSABILIDADE - vs 16.
Tema do Meio:Responsabilidade
Explicação:Jesus foi bem enfático: "Dai-lhe vós de comer". O problema da fome das multidões É NOSSO! É nossa responsabilidade. Jesus não fará nenhum milagre de multiplicação enquanto não assumirmos a nossa responsabilidade. Ele vai multiplicar, mas não para mim, para eu satisfazer meus desejos e caprichos, mas para que NÓS tenhamos condições de dar conta das nossas responsabilidades.
Ilustração:
Fundamentação: Mateus 10.
Opinião Contrária:
Ponto-Cruz:
Glorificação:
Aplicação:O problema dos jovens não é problema do pastor, É PROBLEMA NOSSO.
O problema das crianças não é problema do governo, É PROBLEMA NOSSO, etc.
Apelo do Meio:

TERCEIRA OPERAÇÃO DA MATEMÁTICA DO MILAGRE: DIVIDIR OS RECURSOS - vs 17-19.
Tema do Meio:Dedicação.
Explicação:Antes de ver a multiplicação, os discípulos tiveram que colocar seus escassos recursos nas mãos de Jesus e vê-lo partindo (dividindo) o pão. Antes de vermos o milagre da multiplicação em nossas vidas, temos que fazer o mesmo. Temos que colocar todos os nossos recursos em suas mãos e deixá-lo dividir à vontade.
Ilustração:
Fundamentação:Mateus 16.25: "Quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á".
Opinião Contrária:
Ponto-Cruz:
Glorificação:
Aplicação:Provavelmente Jesus vai ordenar que você divida seu tempo, bens e talentos, antes de multiplicá-los.
Apelo do Meio:

QUARTA OPERAÇÃO DA MATEMÁTICA DO MILAGRE: MULTIPLICAR - vs 20-21.
Esta operação da Matemática do Milagre não é o homem quem faz. É Jesus. Aleluia!
Quando o homem, de todo o seu coração e sem reservas, faz as três primeiras Operações, Jesus, sem pestanejar, faz a última: A tão esperada e maravilhosa multiplicação!
Não vai faltar, nem para você nem para ninguém. Os escassos recursos dos discípulos era insuficientes até para eles mesmos, mas, nas mãos de Jesus, eles se multiplicaram e todo mundo se fartou e ainda sobraram 12 cestos.


CONCLUSÃO
- Diminua a hipocrisia (até acabar com ela).
- Some as responsabilidade (o problema é nosso).
- Divida seus escassos recursos (tempo, bens e talentos).

E creia nesta palavra: Não vai faltar, nem para você nem para ninguém ao seu redor, pois Jesus vai multiplicar.
Deus seja louvado!

Autor: Pr Ronaldo Alves Franco

A fé

A fé

A fé necessária para começar a ter um bom relacionamento
com Deus
A fé verdadeira que é preciso para começar um relacionamento pessoal e íntimo com Deus é:
1.Acreditar que Deus existe, e que Ele é o criador de todas as coisas. Sem fé é impossível agradar a Deus e a fé é razoável, porque existam muitas provas da existência de Deus.
2.Acreditar que a Bíblia é a palavra de Deus e tem autoridade final em todos os assuntos de doutrina e fé.
3.Acreditar nas verdades bíblicas acerca de Jesus Cristo, Deus, de si próprio, do mundo, e da salvação. Isto implica compreensão do ensino da Bíblia sobre determinados assuntos porque fé tem de estar baseada na Palavra de Deus.
4.Não é só crer certas coisas, mas sim, e um elemento activo de confiar pessoalmente na pessoa de Jesus, ou seja, crer na fidelidade, no poder e na Sua capacidade para lhe perdoar, cuidar e amar.
5.Acreditar que Jesus, sendo Deus em forma humana, morreu para pagar pelos pecados da humanidade e que através do Seu sangue podemos receber perdão dos nossos pecados (salvação) e o dom do Seu Espírito Santo.
6.A fé para a salvação está baseada em Jesus e não na igreja, nem nos sacramentos. Temos que confiar totalmente em Jesus e naquilo que Ele tem feito por nós na cruz.
7.Temos que acreditar que Jesus nos aceita tal e qual como somos por causa do seu sacrifício no nosso lugar e que não podemos fazer nada para ganhar mérito e obter salvação pelas nossas próprias obras. Salvação é um dom de Deus e é preciso recebê-la pela fé.

A vida da fé:

Uma vez que tenhamos recebido o dom de salvação pela fé, temos que andar diariamente nesta mesma fé.
1.A fé começa com uma expectativa de que tudo de que Deus fala se vai cumprir. Quando temos a firme expectativa sobre o que Deus fala na Bíblia sobre o nosso destino futuro e o futuro deste mundo, podemos começar a ter fé nas coisas mais pequenas. Se não temos fé nas coisas espirituais que a Bíblia nos ensina, vai ser difícil ter fé no dia-a-dia.
2.A fé vê o invisível, sendo consciente da realidade espiritual à nossa volta. Quando deixamos de crer no invisível, a nossa esperança morre. A base de fé é os dois ingredientes da esperança e a consciência espiritual.
3.A fé não é um optimismo ingénuo que não olha à realidade. Temos de olhar para os problemas mas ao mesmo tempo temos de aprender a entregá-los nas mãos de Deus e confiar que Ele os resolverá. Fé foca a nossa atenção em Deus, que tudo pode.
4.Não é presunção, isto é pegar num princípio geral e aplicá-lo a qualquer situação, como por exemplo, deixar de tomar medicamentos porque queremos ser curado por Deus. A pessoa presunçosa tenta exigir que Deus faça aquilo que ela quer, em vez de procurar ouvir a Sua palavra específica para a situação em causa.
5.A nossa fé não pode crescer se não ouvimos a Palavra de Deus. Romanos 10.17 diz:
‘De sorte que a fé vem pelo ouvir e a ouvir pela palavra de Deus.’
6.A fé envolve confiança em Deus em vez de racionalizar os problemas com as nossas próprias mentes ou de tentar compreender como a fé funciona.
7.Deus prova a nossa fé para ver se é genuína e sincera, e se os nossos motivos sãos bons.
8.A fé é prática porque resulta. Deus recompensa a fé verdadeira que é activa e dinâmica. Não desistamos em oração até que recebamos o que pedimos.

Impedimentos da fé
1.Amigos incrédulos que provocam medo a fim de paralisar o crente.
2.Circunstâncias desencorajadores.
3.Frieza ou falta de simpatia na igreja.
4.Zombadores.
5.Demora divina ou medo que Deus não vai responder ao nosso pedido.
6.Teimosia em não obedecer a Deus.
7.Uma mente analítica demais.
8.Uma personalidade que preocupa demais.
9.Prestar atenção às mentiras do diabo.
10.Negligencia em leitura Bíblica e oração.
11.Desilusão, magoas, ou falta de perdão.
12.Opressão do diabo.
13.Focando obcecadamente em nossos problemas.
Coisas que aumentam a fé
1.Leitura (e até decorar versículos) da Bíblia diariamente.
2.Oração activa a Deus.
3.A certeza que Deus o ama.
4.Lembrando experiências passadas de quando Deus tem respondido a sua fé.
5.Testemunhos dos outros de respostas à oração.
6.Ambiente positiva de fé na igreja.
7.Louvor através de cânticos que focam na majestade, grandeza, misericórdia, amor e graça de Deus.

domingo, 3 de maio de 2009

MONOGRAFIA DE CRISTOLOGIA

SETAD - SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, SÃO PAULO - SP



CURSO MODULAR DE BACHAREL EM TEOLOGIA, NÚCLEO DE MARINGÁ - PR


MONOGRAFIA DE CRISTOLOGIA


PROFESSOR: Expedito Nogueira Marinho, Pr.



ALUNO: Robson José Brito, Ev.
SUMÁRIO

I. O JESUS HISTÓRICO


1. CONCEITO DE “JESUS HISTÓRICO” 3
2. A OBJEÇÃO DA IGREJA CRISTÃ AO CHAMADO “JESUS HISTÓRICO” 3

3. A PESQUISA EM BUSCA DO JESUS HISTÓRICO E O FRACASSO DELA 5
3.1 A crítica histórica parecia haver destruído a própria fé. 5
3.2 O fracasso foi motivado pela natureza das fontes de pesquisa. 6

3.3 O Cristianismo se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus. 8

3.4 Os ensinos e as mensagens de Jesus Cristo. 9

3.5 A confusão semântica em torno da expressão “Jesus Histórico”. 10


II. A COMPLETA CRISTIFICAÇÃO DE JESUS 10
1. CONCEITO DE CRISTIFICAÇÃO. 10

2.SER FILHO DO HOMEM: REQUISITO PARA SER CRISTIFICADO. 11

3.JESUS DE NAZARÉ PÔDE SER CRISTIFICADO PORQUE TAMBÉM É O FILHO DE DEUS. 11


III.O TIPO DE FECUNDAÇÃO QUE FORMOU O CORPO DO SENHOR JESUS CRISTO 12
1. GERAÇÃO NATURAL - HUMANA, A NOSSA 12

2 GERAÇÃO SOBRENATURAL - DIVINA, A DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. 13

B I B L I O G R A F I A 16
C R I S T O L O G I A


I. O JESUS HISTÓRICO

1. CONCEITO DE “JESUS HISTÓRICO”

No período compreendido entre 1774 a 1778, foi iniciada a procura do Jesus Histórico. Lessing publicou pós morte as anotações de Hermann Samuel Reimarus. Esse estudioso questionava a tradicional forma de apresentar Jesus na Igreja e no Novo Testamento. Para ele Jesus nunca fizera uma reivindicação messiânica, nunca institui qualquer sacramento, nunca predisse a sua morte e nem ressuscitou dentre os mortos. Dizia que Jesus era um engodo. Essa atitude instigou a busca do Jesus “verdadeiro”. A metodologia racionalista foi a predominante como método de pesquisa dessa busca, peculiar a primeira parte do século XIX. A polêmica desses estudos foi um terreno fértil para nascerem obras pró e contra Jesus.
O interregno entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra Mundial foi a ocasião em que a busca do Jesus histórico foi abandonada, em função da falta de interesse pela procura e pelas dúvidas quanto a sua possibilidade. Entretanto, três fatores foram fundamentais para essa desistência: primeiro - a obra de Albert Schweitzer que revelou a idéia de que o Jesus liberal nunca existiu, pois ele foi criado e baseado nos desejos de liberais, não em fatos verídicos; segundo - a partir da obra de William Wrede e dos críticos da forma, houve o reconhecimento de que os evangelhos não eram meramente biografias objetivas que facilmente poderiam ser pesquisadas à procura de informações historicistas; por fim - Martin Kähler influenciou os estudiosos a reconhecerem que o objeto da fé da igreja no decurso de todos os séculos nunca tinha sido o Jesus histórico do liberalismo teológico, mas o cristo da fé, ou seja, o Cristo sobrenatural proclamado nas Sagradas Letras.
Ernst käsemann, em 1953, reacendeu as chamas da busca do Jesus da história, propalando seu receio de que a lacuna entre o Jesus da história e o Cristo da fé era muito semelhante à heresia docética, que negava a humanidade do Filho de Deus. Como era de se esperar Käsemann decepcionou-se em seus intentos.
O avanço da ciência histórica não tem modificado a opinião universal a cerca do Senhor Jesus. Prova disso é que, desde o mundo antigo à contemporaneidade, encontramos mesmo que em forma diversificada a historicidade da pessoa bendita de Jesus de Nazaré.

2. A OBJEÇÃO DA IGREJA CRISTÃ AO CHAMADO “JESUS HISTÓRICO”

A igreja cristã ri do fascínio dos liberais pela busca do que eles chamam de “Jesus Histórico”. Isso se justifica pelo fato de que o Cristianismo é o que é, através da afirmação de que o homem Jesus de Nazaré, que foi chamado “o Cristo”, é de fato o Cristo, a saber, o Messias, o Ungido. Toda vez que é sustentada a asserção de que Jesus é o Cristo, ali existe a mensagem cristã; onde quer que essa asserção seja negada, é negada igualmente a mensagem cristã.
A religião cristã nasceu não quando nasceu o homem chamado “Jesus”, mas sim, no momento que um de seus seguidores foi levado a dizer-lhe: “Tu é o Cristo”. E o Cristianismo ficará vivo enquanto existirem pessoas que repitam essa afirmação. Isso porque o evento sobre o qual o Cristianismo se baseia apresenta dois lados: o fato que é chamado “Jesus de Nazaré” e a recepção deste fato por aqueles que O receberam como o Cristo. Interessante que no momento que os discípulos O aceitam como o Cristo é também o momento que Ele é rejeitado pelos poderes da história. Então, Aquele que é o Cristo deve morrer por haver aceito o título de “Cristo.
Jesus como o Cristo é tanto um fato histórico quanto um objeto de recepção pela fé. Não se pode afirmar a verdade sobre o evento no qual se baseia o Cristianismo sem afirmar ambos esses lados. Se Jesus não tivesse impactado os seus discípulos com o fato de ser o Cristo, e eles tivessem crido, bem como através deles a todas as gerações posteriores, o homem que é chamado Jesus de Nazaré talvez fosse recordado apenas como uma pessoa histórica e religiosamente importante. Mas se ele foi crido e provou de fato ser o Cristo.
Nesse sentido, quem é o “Jesus Histórico”? Russel Norman Champlin responde tal questionamento em sua obra Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Para ele o Jesus histórico é igualmente o Jesus a quem adoramos e servimos. É o Jesus teológico naturalmente, podemos ter algumas noções falsas a cerca d’Ele, mas há tal identificação de pessoa. Jesus é uma figura cósmica, dotada de importância universal. Não foi meramente um homem bom, um excelente mestre. Ele é também o Senhor da Glória, no sentido mais literal possível.
James Moffatt, em sua obra Jesus Christ The Same assevera:
“Nada é mais provável do que aquele que viveu à face da Terra, por alguns poucos anos, seja o mesmo Cristo, a quem seus seguidores adoram como Senhor; nenhum novo Jesus foi criado por algum movimento sincretista do primeiro século cristão. Há certa unidade no ministério insolúvel de sua pessoa, que é, não apenas real, mas também é, a causa real que subjaz às diversas interpretações de sua vida e de sua obra, e as experiências posteriores Igreja subentendem, repetida e continuadamente, que deve haver comunhão com ele, como algo mais profundo que qualquer modificação interna ou externa da fé”.

3. A PESQUISA EM BUSCA DO JESUS HISTÓRICO E O FRACASSO DE TAL INVESTIGAÇÃO

Paul Tilllych, em sua obra Teologia Sistemática expõe o insucesso da capturação do chamado “Jesus Histórico”. Pude dividir a opinião de Tillych em cinco pontos, a saber: foi falsa a idéia de a crítica histórica ter destruído a própria fé; esse fracasso foi motivado pela natureza das fontes de pesquisa; o Cristianismo se alicerça no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus e não em uma novela histórica; os ensinos e as mensagens de Jesus não têm relação com a situação concreta na qual foram pronunciadas. Vejamos esses cinco aspectos do pensamento Tillychano.

3.1 A crítica histórica parecia haver destruído a própria fé.

Desde o momento em que foi aplicado o método científico de pesquisa histórica à literatura bíblica, problemas teológicos que nunca estiveram completamente ausentes ficaram de tal forma aumentados, como nunca o estiveram em períodos anteriores da história da igreja. O método histórico une elementos analítico-críticos e construtivo-conjeturais . Para a consciência cristã normal, moldada pela doutrina ortodoxa da inspiração verbal, o primeiro elemento impressionou muito mais do que o segundo. Só foi sentido o elemento negativo no termo “crítica”, e esse empreendimento todo foi chamado de “crítica histórica” ou “alta crítica”` ou, com referência a um método recente, “critica da forma”. Em si mesmo, o termo “crítica histórica” significa nada mais do que pesquisa histórica. Toda pesquisa histórica crítica suas fontes, separando aquilo que apresenta mais probabilidade daquilo que apresenta menos ou é totalmente improvável. Ninguém duvida da validez desse método, já que ele é confirmado continuamente por seu sucesso; e ninguém protesta com seriedade se ele destrói belas lendas e preconceitos profundamente enraizados. Mas a pesquisa bíblica se tornou suspeita desde seu próprio começo. Ela parecia criticar não só as fontes históricas, mas também a revelação contida nessas fontes. Pesquisa histórica e rejeição da autoridade bíblica foram consideradas idênticas. Revelação, supunha-se, abarcava não só o conteúdo revelatório, mas também a forma histórica na qual apareceu. Isso parecia ser verdade especialmente com relação aos fatos referentes ao “Jesus histórico”. Já que a revelação bíblica é essencialmente histórica, parecia impossível separar o conteúdo revelatório dos relatos históricos tais quais apresentados nos registros bíblicos. A crítica histórica parecia haver destruído a própria fé.
Mas a parte crítica da pesquisa histórica na literatura bíblica é a parte menos importante. Mais importante é a parte construtivo-conjetural, que foi a força motora em todo esse empreendimento. Os fatos que estão por três dos registros, foram buscados; especialmente se buscaram os fatos sobre Jesus. Havia um desejo urgente de descobrir a realidade desse homem, Jesus de Nazaré, por trás das tradições coloridas e ao mesmo tempo, camufladoras dessa realidade, que são tão antigas quanto ela própria. Desse modo, a pesquisa pelo assim chamado “Jesus histórico” teve início. Seus motivos eram ao mesmo tempo religiosos e científicos. Essa tentativa era corajosa, nobre e extremamente significativa em muitos aspectos. Suas conseqüências teológicas são inúmeras e bastante importantes. Mas, vista à luz de sua intenção básica, a tentativa da crítica histórica de encontrar a verdade empírica sobre Jesus de Nazaré foi um fracasso. O Jesus histórico, a saber, o Jesus que está por trás dos símbolos de sua recepção como o Cristo, não só não apareceram, quanto se distanciavam cada vez mais g medida que se dava um novo passo. A história das tentativas de se escrever uma “vida de Jesus”, elaborada por Albert Schweitzer em sua primeira obra, “A busca do Jesus Histórico” ainda é válida. Sua própria tentativa construtiva foi corrigida. Eruditos, tanto conservadores quanto radicais, se tornaram mais cautelosos, mas a situação metodológica não mudou. Isso se tornou manifesto quando o programa ousado de “desmitologização do Novo Testamento”, feito por Bultmann, levantou uma tempestade em todos os campos teológicos, e a lentidão com que a escola de Barth considerava o problema histórico foi seguida por um impressionante despertamento. Mas o resultado do questionamento novo (e muito antigo) não é uma imagem do assim chamado Jesus histórico, mas o “insight” de que não existe uma imagem por trás da imagem bíblica que pudesse se tornar cientificamente provável.

3.2 O fracasso foi motivado pela natureza das fontes de pesquisa

A situação exposta acima não é questão de um defeito passageiro da pesquisa histórica que um dia seja superado. Ela é causada pela própria natureza das fontes. Os registros sobre Jesus de Nazaré são os de Jesus como o Cristo, dados por pessoas que o receberam como o Cristo. Portanto, se tentamos encontrar o Jesus real que está por trás da imagem de Jesus como o Cristo, é necessário separar criticamente os elementos que pertencem ao lado factual do evento, daqueles elementos que pertencem ao lado receptivo. Ao fazer isso, esboça-se uma “Vida de Jesus”; muitos desses esboços foram elaborados. Em muitos deles atuaram juntos: honestidade científica, devoção amorosa e interesse teológico. Em outros são visíveis o distanciamento crítico e até mesmo a rejeição malévola. Mas nenhum pode reivindicar ser uma imagem provável, que seja o resultado de um labor científico tremendo dedicado à essa tarefa durante duzentos anos. No máximo, eles são resultados mais ou menos prováveis, incapazes seja de fornecer uma base para a aceitação da fé cristã, seja para rejeitá-la.
Tendo em vista essa situação, houve tentativas de reduzir a imagem do Jesus histórico aos seus traços “essenciais”; a elaborar uma Gestalt, ao mesmo tempo em que deixando abertos g dúvida seus traços particulares. Mas esse não é o processo correto. A pesquisa histórica não pode pintar uma imagem essencial depois de eliminar todos os traços particulares porque eles são questionáveis. Ela permanece dependente dos traços particulares.
Conseqüentemente, as imagens do Jesus histórico nas quais é amplamente evitada uma “Vida de Jesus” diferem tanto umas das outras, quanto aquelas nas quais não é aplicada tal auto-restrição.
A dependência da Gestalt na valoração dos traços particulares é evidente num exemplo tomado do complexo daquilo que Jesus ensinou sobre si mesmo. Para elaborar esse ponto, deve-se saber, além de muitas outras coisas, se ele aplicou o título “Filho do Homem” a si mesmo, e caso sim, em que sentido. Toda resposta dada a essa questão é uma hipótese mais ou menos provável, mas o caráter do quadro “essencial” do Jesus histórico depende decisivamente dessa hipótese. Esse exemplo mostra claramente a impossibilidade de substituir a tentativa de esboçar uma “Vida de Jesus” tentando pintar a “Gestalt de Jesus”
Esse exemplo mostra ao mesmo tempo outro ponto importante. Pessoas que não estão familiarizadas com o aspecto metodológico da pesquisa histórica temem suas conseqüências para a doutrina cristã e por isso gostam de atacar a pesquisa histórica em geral e a pesquisa na literatura bíblica em especial, acusando-as de preconceitos teológicos. Se elas forem consistentes, negarão que sua própria interpretação também é preconcebida ou, como elas diriam, dependente da verdade de sua fé. Mas elas negam que o método histórico tenha critérios científicos objetivos. Contudo, essa afirmação não pode ser sustentada em vista do imenso material histórico que foi descoberto e freqüentemente verificado de forma empírica por um método de pesquisa usado universalmente. E característico desse método que ele tenta manter uma auto-crítica permanente para libertar-se de preconceitos conscientes ou inconscientes. Isso nunca é plenamente bem sucedido, mas é uma arma poderosa e necessária para se obter conhecimento histórico.
Um dos exemplos aludidos freqüentemente neste contexto é o tratamento dos milagres do Novo Testamento. O método histórico não aborda as histórias de milagres nem com o pressuposto de que aconteceram porque foram atribuídos aquele que é chamado o Cristo, nem com o pressuposto de que eles não aconteceram porque esses eventos contradiriam as leis da natureza. O método histórico pergunta, quão fidedignos são os relatos em cada caso particular, quão dependentes são eles de fontes mais antigas, como poderiam ter sido influenciados pela credulidade de um período, como são bem confirmados por outras fontes independentes, em que estilo são escritos, e para que finalmente são usados no contexto todo. Todas essas questões podem ser respondidas de forma “objetiva” sem a interferência desnecessária de preconceitos positivos ou negativos. O historiador nunca pode conseguir uma certeza dessa forma, mas pode chegar a um alto grau de probabilidade. Contudo, seria um salto a outro nível se ele transformasse a probabilidade histórica em uma certeza histórica positiva ou negativa mediante um juízo de fé (como será mostrado mais adiante). Essa distinção clara freqüentemente é confundida pelo fato óbvio de que a compreensão do sentido de um texto é parcialmente dependente das categorias de compreensão usadas no encontro com textos e registros. Mas não é totalmente dependente delas, já que existem aspectos filológicos e outros que estão abertos à uma abordagem objetiva. Compreensão exige participação do sujeito naquilo que compreende, e só podemos participar em termos daquilo que somos, incluindo nossas próprias categorias de compreensão. Mas essa compreensão “existencial” nunca deveria perverter o juízo do historiador com respeito aos fatos e relações. A pessoa cuja preocupação última é o conteúdo da mensagem bíblica está na mesma posição que aquela cujo conteúdo t indiferente, se discutem questões como as do desenvolvimento da tradição sinótica, ou os elementos mitológicos e lendários do Novo Testamento. Ambas têm os mesmos critérios de probabilidade histórica e devem usá-los com o mesmo rigor, embora ao fazer isso possam afetar suas próprias convicções religiosas ou filosóficas. Nesse processo pode acontecer que preconceitos que fecham os olhos para fatos particulares abrem-nos para outros. Mas esse “abrir os olhos” é uma experiência pessoal que não pode ser convertida num princípio metodológico. Só existe um procedimento metodológico, e esse consiste em olhar o objeto a ser investigado e não nossa maneira de olhar o objeto, já que nossa atitude se acha realmente determinada por muitos fatores psicológicos, sociológicos e históricos. Esses aspectos devem ser desconsiderados intencionalmente por quem quer que aborde um fato objetivamente. Não se deve formular um juízo sobre a auto-consciência de Jesus a partir do fato de que se é um cristão - ou anti-cristão. O juízo deve ser inferido de um certo grau de plausibilidade, baseado em registros e em sua provável validez histórica. Isso, sem dúvida, pressupõe que o conteúdo da fé cristã seja dependente desse juízo.



3.3 O Cristianismo se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus

A religião cristã se alicerça no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus de Nazaré e não em uma novela histórica, eis aí o fracasso da caça pelo Jesus Histórico. A busca do Jesus histórico foi uma tentativa de descobrir um mínimo de fatos confiáveis sobre o homem Jesus de Nazaré, para se obter um fundamento seguro à fé cristã. Essa tentativa foi um fracasso. A pesquisa histórica forneceu probabilidades sobre Jesus, em grau maior ou menor. A base dessas probabilidades, ela esboçou “Vidas de Jesus”. Mas essas se pareciam mais a novelas do que a biografias; elas com certeza não poderiam fornecer uma base segura para a fé cristã. O cristianismo não se baseia na aceitação de uma novela histórica; ele se baseia no testemunho a respeito do caráter messiânico de Jesus por pessoas que não estavam absolutamente interessadas numa biografia do Messias.
A intuição dessa situação induziu alguns teólogos a desistirem de qualquer tentativa de construir uma “vida” ou uma Gestalt do Jesus histórico e restringir-se a uma interpretação das “palavras” de Jesus. A maior parte dessas palavras (embora não todas) não se referem a ele mesmo e podem ser separadas de qualquer contexto biográfico. Portanto, seu sentido é independente do fato de que possam ou não ter sido ditas por ele. Nessa base o problema biográfico insolúvel não guarda a menor relação com a verdade das palavras correta ou erradamente registradas como palavras de Jesus. O fato de que a maioria das palavras de Jesus tem um paralelo na literatura judaica contemporânea não é um argumento contra sua validez. Esse também não é um argumento contra sua unicidade e poder, tais como aparecem em coleções como o Sermão da Montanha, as parábolas e as discussões com inimigos, bem como com seus seguidores.

3.4 Os ensinos e as mensagens de Jesus Cristo

Uma teologia que tenta fazer das palavras de Jesus um fundamento histórico da fé cristã pode fazê-lo de duas maneiras. Pode tratar as palavras de Jesus como “ensinos de Jesus” ou como “mensagem de Jesus”. Como ensinos de Jesus, elas são entendidas como interpretações refinadas da lei natural ou como intuições originais da natureza do homem. Elas não tem relação com a situação concreta na qual foram pronunciadas. Como tal, pertencem à lei, profecia ou literatura sapiencial, da mesma maneira como no Antigo Testamento. Elas podem transcender todas essas três categorias em termos de profundidade e poder; mas não os transcendem em termos de caráter. Contudo, restringir a investigação histórica aos “ensinos de Jesus” é reduzir Jesus ao nível do Antigo Testamento e implicitamente negar sua reivindicação de superar o contexto vétero-testamentário .
A segunda forma pela qual a pesquisa histórica se restringe às palavras de Jesus C mais profunda que a primeira. Ele nega que as palavras de Jesus sejam regras gerais de comportamento humano, que elas sejam regras às quais a gente deva se sujeitar, ou que elas sejam universais e possam portanto ser abstraídas da situação na qual foram ditas. Em vez disso, enfatizam a mensagem de Jesus de que o Reino de Deus está “à mão” e que portanto aqueles que querem entrar nele devem se decidir a favor ou contra o Reino. Essas palavras de Jesus não são regras gerais, mas exigências concretas. Essa interpretação do Jesus histórico, sugerida especialmente por Rudolf Bultmann, identifica o sentido de Jesus com o sentido de sua mensagem. Ele exige uma decisão, a saber, a decisão por Deus. E essa decisão inclui a aceitação da Cruz, porque ele mesmo aceitou a sua. Aquilo que é historicamente impossível, a saber, o esboço de uma “vida” ou uma Gestalt de Jesus, é engenhosamente evitado usando aquilo que está imediatamente dado - a saber, sua mensagem sobre o Reino de Deus e suas condições e apegando-se cada vez mais ao “paradoxo da Cruz de Cristo” Mas até mesmo esse método de juízo histórico restrito não pode oferecer um fundamento à fé cristã. Ele não mostra como pode ser cumprida a exigência de decidir-se pelo Reino de Deus. A situação de ter que se decidir permanece sendo aquela sob a lei. Não transcende a situação do Antigo Testamento, a situação da busca por Cristo. Pode-se chamar a essa teologia de “liberalismo existencialista” em contraste com o “liberalismo legalista” do primeiro. Mas nenhum desses métodos responde à pergunta de onde reside o poder de obedecer aos ensinos de Jesus ou de decidir-se pelo Reino de Deus. Isso esses métodos não podem fazer porque a resposta deve vir de uma nova realidade que, de acordo com a mensagem cristã, é o Novo Ser em Jesus como o Cristo. A Cruz é o símbolo de um dom antes de ser o símbolo de uma exigência. Mas, se isso for aceito, é impossível retirar-se do ser de Cristo para refugiar-se em suas palavras. A via de acesso última da pesquisa e busca do Jesus histórico está barrada, e manifesta o fracasso da tentativa de apresentar um fundamento à fé cristã através da investigação histórica.

3.5 A confusão semântica em torno da expressão “Jesus Histórico”

Esse resultado teria sido reconhecido com mais facilidade se não fosse pela confusão semântica a respeito do sentido do termo “Jesus histórico”. Esse termo foi usado predominantemente para os resultados da pesquisa histórica referente ao caráter e vida da pessoa que está por trás dos registros do Evangelho. Como todo conhecimento histórico, nosso conhecimento dessa pessoa é fragmentário e hipotético. A investigação histórica sujeita esse conhecimento ao ceticismo metodológico e à mudança contínua que ocorre nos traços particulares, bem como nos essenciais. Ela tem como alvo ideal atingir um alto grau de probabilidade, mas em muitos casos isso é impossível.
O termo “Jesus histórico” também é usado para significar o evento “Jesus como Cristo” como um elemento factual. O termo nesse sentido levanta a questão da fé e não a questão da pesquisa histórica. Se o elemento factual no evento cristão fosse negado, seria negado também o fundamento do cristianismo. Ceticismo metodológico sobre o labor da pesquisa histórica não nega esse elemento. A fé não pode nem mesmo garantir o nome “Jesus” com respeito àquele que foi o Cristo. Ela deve deixar isso às incertezas de nosso conhecimento histórico. Mas a fé garante a transformação factual da realidade naquela vida pessoal que o Novo Testamento expressa em sua imagem de Jesus como o Cristo. Se não se distinguirem esses dois sentidos do termo “Jesus histórico”, não é possível haver nenhuma discussão honesta e frutífera.


II. A COMPLETA CRISTIFICAÇÃO DE JESUS

1. CONCEITO DE CRISTIFICAÇÃO

Christos em grego é “ungido”, de epichriô, “ungir, “untar”. A ilustração utilizada pelo Educador em Teologia Expedito Nogueira Marinho bem se adeqúa a essa etimologia: quando cai sobre uma folha de papel uma gota de azeite, esse papel ou qualquer outra substância porosa fica ungida ou permeada pelo óleo ao ponto de parecer ambos a mesma coisa, porque tanto o azeite está no papel como o papel está no azeite, de forma que ambos não podem serem vistos separadamente.
Por “cristificação”, entende-se o ato ou efeito de o homem Jesus de Nazaré (de fato, pessoa humana) ser permeado pelo “Cristo”. Para isso ocorrer Jesus teve que ser efetivamente homem. Entretanto, é preciso ponderar que apesar de Jesus ter nascido, crescido, trabalhado, sofrido como ser humano, não viveu como todo indivíduo. O nosso Senhor não era o tipo de homem como os outros homens. Essa análise deve ser feita para não se cair nos extremismos: uns elevam Jesus, a tal ponto de perder a sua humanidade como faziam os docéticos do passado; outros diminuem Jesus a tal ponto de confundi-lo com um mero ser humano qualquer.

2. SER FILHO DO HOMEM: REQUISITO PARA SER CRISTIFICADO

O primeiro requisito para Jesus de Nazaré ser cristificado foi o fato de ele não ser um homem do tipo que toda a raça humana é. Ele foi o único homem 100% humano, enquanto o restante dos seres humanos são apenas semi-humanos. Por isso mesmo, enquanto Se manifestou em carne aos homens, Ele preferia Se auto-entitular “O Filho do Homem”. Nosso Senhor não se denominou como filho ¬de homem, mas sim Filho ¬do homem, o que significa ser ele filho de uma geração 100% hominal. Ele foi gerado de modo diferente do restante da humanidade.
O título Filho do Homem freqüentemente é aplicado à pessoa de Cristo, lembra sua humanidade (Jo 1.14). Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no NT e com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse. Em Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por Deus 91 vezes. Segundo o Dr. Allmen, em seu Vocabulário Bíblico citado por Tasker a expressão “Filho do Homem” (Jo 3.13) havia se tornado uma figura messiânica mais corrente. Esse é o motivo porque um exame dos textos evangélicos permitem, quase sem possibilidade de erro, preferir que ao designar-se “Filho do homem” o Senhor Jesus escolheu esse título, evidentemente, menos comprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também uma esperança judaica do “Homem dos últimos tempos”, conforme lemos em Rm 5.12-21; 1 Co 15.22, 45, 47; e 2. 5-11). R.V.G. Tasker Professor Emérito de Exegese do Novo Testamento na Universidade de Londres em sua obra Mateus - Introdução e Comentário defende a idéia de que Cristo apartou para si o título em foco porque o termo expressava melhor do que qualquer outro vocábulo os dois lados da sua natureza. Por um lado, chamava a atenção para as limitações e sofrimentos a que ele estava por necessidade sujeito durante a sua existência terrena; como homem real (sendo que o hebraico, “filho do homem: , equivale a “homem”) esteve abaixo dos anjos, conforme Hb 2.6,7. Por outro lado. Também sugeria a sua transcendência, que se veria em toda a sua glória quando os homens vissem o Filho do homem vindo para juízo nas nuvens do céu e reivindicando os seus direitos de propriedade sobre todos os reinos de acordo com o vaticínio do profeta Daniel (Dn 7.13,14).

3. JESUS DE NAZARÉ PÔDE SER CRISTIFICADO PORQUE TAMBÉM É O FILHO DE DEUS

Para os teólogos católicos Juan Mateos e Juan Barreto, na obra Vocabulário Teológico do Evangelho de São João, a terminologia “Filho do homem” indica a condição humana realizada nele com excelência, plenitude e unicidade que o constitui em modelo de homem, o vértice da humanidade. Em outro momento da obra, apesar de os autores recomendarem cautela ao interpretar essa expressão. Admitem que “Homem” acompanhado do artigo definido “o” no Evangelho segundo escreveu João, ou seja, “O homem” (o Filho do homem) aparece no texto joanino doze vezes: 1.51; 3.13,14; 6.27,53,62; 8.28; 9.35; 12.12,34; 13.31. A passagem mais destacável é Jo 6.27: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo” (grifo nosso). Aqui o Filho do homem, distingui-se dos outros homens por estar marcado com o selo de Deus. Este selo é O Espírito, que recebeu em plenitude, conforme Jo 1.32,33.
Ora, a visão de João Batista que descreve a descida do Espírito Santo é a explicação em forma de narrativa da afirmação teológica de Jo 1.14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai”. A glória identifica-se com o Espírito e sua comunicação se realiza e caracteriza o projeto de Deus feito homem (vemos que em Jo 1.1c “um” Deus era o projeto. O filho do Homem significa pois nos lábios de Jesus, sua própria humanidade que possui a plenitude do espírito, o projeto divino sobre o homem realizado nele, o modelo de homem, o ‘vértice humano. É a realidade de Jesus vista desde baixo, desde sua raiz humanam, que se ergue até à absoluta realização pela comunicação do Espírito. O seu correlativo é o título “o Filho de Deus”, que significa a mesma realidade vista de cima, desde de Deus, designado o que é totalmente semelhante a ele e possui a condição divina.
Nessa linha de análise, a expressão “o Filho de Deus” designa Jesus como o que possui a plenitude do Espírito de Deus, denotando a relação particular e exclusiva que Jesus tem com o Pai. a expressão encontra-se pela primeira vez nos lábios de João Batista, expressando o efeito da descida do Espírito sobre Jesus, conforme Jo 1.32-34. A esta consagração com o Espírito o próprio Jesus associa a sua qualidade de Filho de Deus, consoante Jo 10.36. A condição de Filho de Deus, unidade à de Messias, constitui a profissão de fé da comunidade cristã. Logo, Jesus de Nazaré pôde ser cristificado porque também é o Filho de Deus.

III. O TIPO DE FECUNDAÇÃO QUE FORMOU O CORPO DO SENHOR JESUS CRISTO

Como já discorri anteriormente Jesus de Nazaré não se auto-entitulou como filho ¬de homem, mas sim Filho ¬do homem, o que denota ser ele filho de uma geração 100% hominal. Para se entender isso é preciso distinguir a forma comum com que a espécie humana é gerada e o modo sobrenatural pelo qual “o Verbo se fez carne”.

1. GERAÇÃO NATURAL - HUMANA, A NOSSA

Fecundação é o ato e o efeito pelo qual um ser humano é gerado - a penetração de um espermatozóide em um óvulo. Nesse sentido, fecundar é comunicar a (um germe) o princípio, a causa imediata do seu desenvolvimento; é conceber, gerar alguém. Poucas maravilhas da natureza podem ser comparadas ao mágico instante da concepção da vida humana. O encontro entre o óvulo e o espermatozóide e marcado na Trompa de Falópio. Lá o óvulo, em repouso, espera pacientemente a chegada de um espermatozóide para ser fecundado e posteriormente tornar-se um bebê.
O milagre da criação natural deve ocorrer dentro de 24 horas, caso contrário como declara a escritora Déborah Fonseca “tudo se resumirá a um rio de sangue”, com a chegada da menstruação. De outro lado, bem próximo, no momento do orgasmo masculino cerca de 400 milhões de espermatozóides são liberados e partem em ritmo alucinado para fazer cumprir sua missão de criar um novo ser humano,. Alguns podem levar horas até percorrerem os 18 centímetros entre a vagina e as trompas. Os mais afoitos, porém, conseguem chegar em questão de segundos. Há ainda outros, sem a mesma sorte, que acabam ficando pelo caminho presos nas cavidades do útero. Apenas um pequeno grupo vence todos os obstáculos e chega próximo ao óvulo. Sem hesitar um só instante, um dos espermatozóides se adianta aos outros e penetra o óvulo. Imediatamente, a composição química do óvulo se altera e impede a passagem de outros. É o fim desta incrível jornada e o início de uma nova vida. Glória ao Criador!
A forma pela qual a raça humana é fecundada é a hiloplasmática. O prefixo “hilo” vem do vocábulo “hily” que significa matéria; e “plasmática” origina-se de “plasmar” que quer dizer “formar”. Essa análise etimológica nos leva a concluir que um corpo “hilo-gerado” é um corpo gerado pela matéria. Entende-se por matéria nesse contexto substância física, ou com mais aprofundamento, pelo ponto de vista filosófico da expressão, o que dá realidade concreta a uma coisa individual, que é o objeto de intuição no espaço e dotado de uma massa mecânica. Como vimos acima a forma com que uma pessoa é gerada é um estupendo milagre. Mas, por mais maravilhoso ( e não deixa de ser um milagre) que seja nosso Senhor Jesus teve uma geração muito mais maravilhosa que essa, como veremos adiante.

2. GERAÇÃO SOBRENATURAL - DIVINA, A DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Se a produção de um ser humano natural já é estupenda e miraculosa, muito mais nos deixa estupefatos a forma com que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. É o chamado milagre da regressão, que o Apóstolo Paulo bem descreveu de um modo até poético aos crentes em Filipos, quando expôs a profunda doutrina da necessidade de o cristão manter-se humildade em seu coração a semelhança de “Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Fp 2.5-8).
Como expus anteriormente a fecundação é o ato e o efeito pelo qual um ser humano é gerado - no caso natural ocorre com a penetração de um espermatozóide em um óvulo, comunicando-lhe a causa imediata do seu desenvolvimento. Mas o nosso Senhor Jesus não foi fecundado pelo modo hiloplasmático como comentei anteriormente. Sua geração foi bioplasmática. Analisemos a etimologia do termo “bioplasmática”. A palavra “bios” em grego é “vida” e relembrando o sufixo “plasmática” vem de “plasmar” que quer dizer “formar”. Significa dizer que um corpo “bioplasmático” é um corpo formado pela vida. Logo, Jesus foi gerado pela vida.
A geração bioplasmática por certo fora a maneira com qual Deus planejara a procriação da espécie humana a partir de Adão, entretanto, tal plano foi frustrado pelo fato de o primeiro homem não ser aprovado no teste de fidelidade aplicado pelo Senhor. O pecado interrompeu o projeto de procriação pela vida planejado pelo Criador. Em contra partida, Jeová pôde executar o seu plano de geração do ser através da encarnação do Verbo divino. O Filho de Deus não foi gerado pela matéria, por isso, pôde se auto-entitular de Filho do Homem. Jesus de Nazaré foi o maior homem que já pisou a face da Terra.
Talvez a idéia acima fique estranha ao leitor apressado da Bíblia que lendo o Santo Evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu São Lucas vê a própria declaração de Jesus acerca de um profeta “... entre os nascidos de mulher, não há maior profeta do que João Batista” (Lc 7.28). Jesus sabia que Ele próprio era o maior ser humano da face da terra (o único 100% homem), mas também tinha consciência que não tinha provindo a carne de Maria e muito menos de José. Conforme vemos em Lucas 1.35: “Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”. Falando de modo reverente, Gabriel diz que o Espírito Santo descerá sobre Maria e que o poder do Altíssimo a envolvera.
Alguns exegetas esclarecem essa passagem bíblica de modo peculiar. Leon Morris ensina que esta expressão delicada exclui idéias grosseiras de uma “união” entre o Espírito Santo com Maria. Gabriel deixa claro que a concepção de Maria será o resultado de uma atividade divina. Por causa disso, o filho a ser nascido seria “santo... o Filho de Deus”. A nota de rodapé da Bíblia de Jerusalém esclarece que a expressão “o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” evoca, seja nuvem luminosa de Jeová, conforme Ex 13.22, 19.16, 24.16), seja as asas do pássaro que simbolizam o poder protetor (Sl 17.8; 57.2; 140.8) e criador (Gn 1.2) de Deus. Merril Tenney assevera que em contraste com as lendas pagãs da antigüidade relacionadas com reputada descendência de deuses homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de uma ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a encarnação. O teólogo E. F. Kevan ensina que o Espírito Santo desceu sobre a virgem Maria em Sua capacidade como poder criativo de Deus, conforme Gn 1.2, a encarnação foi o começo de uma nova criação. O “poder do Altíssimo” cobriu-a livre de toda a mancha do pecado. Ainda que verdadeiramente da raça de Adão, Jesus no entanto nasceu como Cabeça, sem pecado, de uma nova raça. As palavras de Gabriel: “Será chamado Filho de Deus”, dão base à filiação divina do filho de Maria quando de Sua concepção pelo Espírito divino. Isso não implica, nem tão pouco exclui a sua preexistência. Seu resultado é visto na consciência da paternidade de Deus que Jesus possuía desde Seus anos primordiais. Portanto, o homem Jesus não fora gerado pela matéria, mas sim, pela vida. Não foi contaminado com o elemento pecaminoso que havia em Maria.
Por outro lado, os homens naturais são “gerados pela carne e pelo sangue”, por isso são mortais como todo animal, mas, o Senhor Jesus possuía em si a imortalidade. Prova disso foi o que Ele mesmo revelou acerca dessa verdade: “...dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18). Somente tem legitimidade para falar dessa maneira quem possui em si a imortalidade. Isso corrobora a verdade de que Jesus foi gerado de um modo 100% humano e 0% animal, em função disso, ele intitula a si mesmo de “O filho do Homem”.

B I B L I O G R A F I A

BARRETO et MATEOS, Juan, Juan. Tradução Alberto Costa. Vocabulário Teológico do Evangelho de São João. Edições Paulinas, São Paulo 1989.

BRITO, Robson J. Anotações Particulares, Maringá, de 1993 a 1998.

CHAMPLIN et BENTES, Russel, José Carlos. Enciclopédia de Bíblia e de Teologia. Editora Candeia, 1ª Ed., São Paulo 1994.

MARINHO, Expedito Nogueira. Cristologia - Apostila - SETAD - Seminário Teológico da Assembléia de Deus - São Paulo, 1998.

TASKER, R. V. G.. Mateus - Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão, 1ª Ed., São Paulo, 1980, Reimpressão 1985.

TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. Tradução: Getúlio Bertelli. Editora Sinodal e Edições Paulinas, 2ª Ed., São Leopoldo - RS e São Paulo - SP, 1987.

S E T A D APOLOGÉTICA

S E T A D
SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA
DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, SÃO PAULO - SP

CURSO MODULAR DE BACHAREL EM TEOLOGIA,
NÚCLEO DE MARINGÁ - PR



TRABALHO DE APOLOGÉTICA


PROFESSOR: Expedito Nogueira Marinho, Pr.

ALUNOS: Robson José Brito, Ev.; Profª Maria Simões de Brito.

Maringá, outubro de 2000

Assim como o pão é feito da multiplicidade dos grãos de trigo,
E o vinho da multiplicidade das uvas,
Assim a multidão dos que acreditam será uma em Cristo!
Não há em toda a natureza duas substâncias
que sofram tanto paras serem o que são,
E que mais tenha alimentado tradicionalmente os homens,
do que pão e o vinho.
(Fulton Sheen)

SUMÁRIO

Definições

Principais Apologistas (Históricos e Contemporâneos)

Outros históricos:

Outros contemporâneos:

Alguns temas da Apologética

Ordens religiosas x denominações

Mas se há tanta identidade, porquê caminham separadas?

Quando começaram os erros

A afirmativa dos católicos de que os evangélicos são hereges

A missa

A ceia do senhor e a missa

Conclusão

Bibliografia


APOLOGÉTICA


Introdução



1.Definições:

Apologética é a ciência ou a disciplina racional que se ocupa da defesa da fé religiosa, cristã ou não cristã. A palavra apologética vem do termo grego apo-logia (defesa), isto é, uma resposta ao ataque. Aqueles que, ao longo da his-tória, escreveram obras com o intuito de defender a fé e a Igreja Cristã contra os ataques lançados pelo judaísmo, pelo paganismo, pelo estado, e também pela filosofia de várias escolas, são denominados apologistas (ou apologe-tas).

2. Principais Apologistas (Históricos e Contemporâneos)
a)Apóstolo Pedro
b)Apóstolo Paulo
c) Aristides - defendeu o cristiansmo contra o paganismo. Era de Ate-nas e escreveu sua apologia ao imperador Antônio, em 147 d.C. Os cristãos, conhecidos na época com a "terceira raça", foram chamados por Aristides como raça superior e digna de tratamento humanitário. A obra (da qual res-tou somente uma tradução siríaca, e uma reprodução livre, no grego, no ro-mance medieval de Barlaã e Joasafe), ataca as formas de adoração entre os caldeus, os gregos, os egípcios e os judeus, exaltando o cristianismo acima destas formas.
d) Justino Mártir - defendeu o cristianismo da filosofia grega. Endere-çou sua apologia a Adriano e a Marco Aurélio, alegando que a filosofia grega, apesar de útil, era incompleta, e que este produto não terminado (a filosofia) é aperfeiçoado e suplantado em Cristo. Para ele, o cristianismo era a verda-deira filosofia. A filosofia grega era encarada da mesma forma que a lei judai-ca - precursora de algo superior.


2.1 Outros históricos: Aristo ; Atenágoras; Taciano; Teófilo de Antio-quia; Minúcio Félix; Irineu e Hipólito; Arnóbio ; Lactâncio e Eusébio de Cesa-réia; Pais Alexandrinos (Clemente, Orígenes, etc.); Agostinho; Tomás de A-quino.

2.2 Outros contemporâneos: Joseph Butler; Karl Barth; Rudolp Bult-mann; Josh McDowell.


3. Alguns temas da Apologética são: Podemos provar que Deus existe ? Há alguma relação entre fé e filosofia ? Há alguma relação entre fé e ciência ? A Bíblia é digna de credibilidade ? Jesus Cristo - Um Homem ? Jesus Cris-to - O Filho de Deus ? Jesus Cristo - O Messias Prometido ? A Ressurreição de Jesus Cristo - Fraude ou História ? O Evangelho Segundo Allan Kardec é realmente Evangelho? O mormonismo é cristão? O catolicismo é cristão? Por que a reencarnação é uma farsa? Anjo Moroni: história ou invencionice humana? Por que a doutrina da transubistanciação é falha?

O presente trabalho atendo ao pedido do Pr Expedito Nogueira Mari-nho se apegará a um tema convencionado pela ortodoxia: O verdadeiro Cris-tianismo. Irei abordar enfoque temático: A missa versus a ceia do Senhor. Antes porém, farei uma introdução analítica.


ORDENS RELIGIOSAS x DENOMINAÇÕES

De modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica Romana (religião “oficial” do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível – o Papa, as demais igrejas cris-tãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma só base – a Bíblia.

As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distâncias entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. Nota-se ainda que Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espirito Santo; compartilham da doutrina de que Cristo é o Salvador pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas ensinam a existência de céu e infer-no e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de Deus .

MAS SE HÁ TANTA IDENTIDADE, PORQUÊ CAMINHAM SEPARADAS?

Nos primeiros séculos houve uma única comunidade Cristã, Jesus havia di-to: " Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ... Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos!" (Mat. 18:20 e 28:20).
O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e evan-gelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irineo, Origenes, João Crisóstomo e tantos ou-tros. Entre eles não havia maiores, embora o bispo Calixto tenha sido acusa-do por Tertuliano, advogado cristão de querer ser o " O bispo dos bispos "(ano 208).

A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto "Cunctos Popu-los" no ano de 381. – Apostólica ela não é; Também não sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver Rivaux, História Eclesi-ástica, tomo I - Pág. 347).

Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-se domi-nadas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia, Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma sobre a liderança do Cristianismo, mas o concilio de Calcedônia, no ano de 451, interveio concedendo igualdade com o bispo de Constantinopla com o de Roma.

O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento, não foi instituí-do por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e não se enquadra na Bíblia – conseguiu com sutileza manter-se na posição que ocupa. É iden-tificado na Bíblia como " Ponta Pequena " (Daniel 7:8).


QUANDO COMEÇARAM OS ERROS

Sendo a Religião Cristã fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, foi durante uns dois séculos propagada sem modificações nem acréscimos. Porém, a-proximadamente do ano 200 A.D. para cá, começam a surgir novas doutrinas, falsificando de toda sorte, cerimônias estranhas aos ensinamentos de Cristo, as quais foram discutidas em Concílios e aprovadas por homens, nascendo daí a Igreja Católica romana que assim se desviou da Doutrina Verdadeira, isto é, separou-se da comunhão principal; separou-se do verdadeiro Cristia-nismo.

Catolicismo é na verdade uma seita desmembrada do Cristianismo, apesar de ser considerada como parte integrante dessa Religião, juntamente com os Protestantes e Ortodoxos-gregos. Assim sendo, não erramos ao afirmar que a Igreja Católica não é realmente uma Religião, mas é na verdade uma seita desmembrada do Cristianismo.

Convém deixar bem claro, que estamos analisando agora a palavra SEITA no seu sentido etimológico para entender melhor o seu significado. SEITA vem do latim “SECTA” que significa separar-se da comunhão principal. A palavra SEITA tem também uma outra equivalente que é HERESIA, cujo significado é “Doutrina oposta aos ensinamentos divinos e que tende a promover fac-ções”. Isto é, “divisão” ou “desvio doutrinário”, que foi realmente a base do Catolicismo. Logo, a causa da fundação da Igreja Católica foi um desvio dou-trinário.

A AFIRMATIVA DOS CATÓLICOS DE QUE OS EVANGÉLICOS SÃO HEREGES

Se analisarmos corretamente as palavras SEITA e HERESIA, examinarmos a BÍBLIA e verificarmos os fatos históricos com atenção, (daí a necessidade de estudarmos a História da Igreja), veremos que na verdade os Protestantes, ou Evangélicos, não criaram novas Doutrinas, falsificações ou cerimônias estranhas aos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, ou seja, doutrinas que não estão na Bíblia. E assim, qualquer pessoa em sã consciência, sincera diante dos homens e de Deus, pode concluir que os Protestantes, ou Evangé-licos, que têm a Bíblia como REAL e INTEGRAL “Ponto de Referência” para sua fé, são os verdadeiros cristãos. Isto é, sem nenhuma Doutrina nova, se-guindo e ensinando a Religião do Senhor Jesus, sem nenhuma modificação nem acréscimo, exatamente como se encontra na Bíblia que é uma só.

“Cristão” significa seguidor, ou discípulo do Senhor Jesus Cristo, que faz o que Ele manda, Jo. 15. 14; 2. 5. Este nome nasceu em Antioquia, pelo ano 43 A.D. e foi dado aos discípulos de Cristo pelos seus inimigos em sinal de des-prezo, At. 11. 26.

Doutrinas falsas e Antí-Bíblicas foram as causadoras da Igreja Católica. Irei me deter apenas em uma obedecendo a determinação do enunciado do pre-sente trabalho exigido pelo mestre Expedito.

A MISSA

A "MISSA" substituiu o Culto Cristão no ano 394, e tornou-se sacra-mento a partir do ano 604, com S. Gregório. – A CEIA DO SENHOR, que era simples como se vê no quadro da "Última Ceia" de Leonardo da Vinci, foi ce-lebrada dessa forma por doze séculos, mas no ano de 1200 a Igreja Católica substituiu o pão pela hóstia.

A Ceia Cristã sofreu nova agressão quando do Concílio de Roma, anos 1215-16, isolou as palavras figuradas de Cristo "Isto é meu corpo e isto é meu sangue", fizeram uma péssima exegêse criando o dogma da Transubstancia-ção.

No ano 1414, o papa João XXIII, retirou o vinho da cerimônia e as Igrejas pas-saram a servir aos fiéis somente a hóstia. – O Catolicismo diz que esse papa foi "antipapa" mas acolhem essa sua decisão até hoje.
O CONCÍLIO DE TRENTO, ano 1551, deu o golpe final contra a Ceia do Se-nhor, definindo e aprovando o dogma da Transubstanciação! – A partir desse Concílio, qualquer sacerdote católico, com um passe, transforma o trigo, vi-nho e água em carne, ossos, sangue, nervos e cabelos de Cristo, tudo dentro de uma hóstia!

A palavra "eucaristia" significa ação de graças, até hoje os teólogos católi-cos desentendem entre si sobre a aplicação desse termo no "santíssimo sa-cramento"(Ver a Missa, pág. 14, do ex-padre Dr. Aníbal Reis).
O papa Pio IX gloriava-se com o dogma exclamando: "Não somos simples mortais, somos superiores à Maria, ela deu a luz só a um Cristo, mas nós po-demos fazer quantos cristos quisermos!"(Gazzeta da Alemanha nr. 21, 1870)

Até o século XII, nenhum cristão aceitava que a farinha se transformasse em Cristo, até que surgiu um papa autoritário e truculento que sancionou o dogma! Esse papa foi Inocêncio III, anos 1198-1216. O perfil desse papa:
•Dizia que "O céu e a terra se submetem ao vigário de Cristo."
•Condenou a "Carta Magna" e ordenou o massacre no ano 1208 dos Al-bigênses na França. – Organizou duas cruzadas guerreiras.
•Instituiu o confessionário e introduziu a hóstia nas igrejas.
•Proibiu a leitura da Bíblia.
•Decretou a Inquisição, efetivada pelo para Gregório IX, milhares morre-ram.
•Sancionou a Transubstanciação por decreto, uma temeridade!

A igreja resistiu ao dogma por 335 anos, mas foi vencida. Alguns deci-diram por milhões e a inverdade prevaleceu.
A igreja exige respeito pelo dogma, pedem que não mastiguem a hóstia e o Missal Romano, pág. 58, prescreve que "Se um padre sentir-se mal durante a celebração da missa e vomitar a hóstia, deve engolir o que pôs para fora.

Quando a transubstanciação foi introduzida nas Igrejas Católicas houve dis-cussões escolásticas! O professor Alexandre Halles ensinava que "Se um morcego engolir uma hóstia terá engolido o próprio Cristo!"- O bispo Boa-ventura achou repugnante, mas S. Tomaz deu razão para Alexandre. (Roma, a Igreja e o Anticristo, pág 280).

No Canadá, o jovem padre Daule descuidou de umas hóstias, horrorizado viu ratos devorando-as! – Correu em direção ao bispo exclamando: "Os ratos comeram nosso bom Deus!"(citado pelo padre CHINIQUI, sua biografia, pág. 334).

Ex-padre e Dr. Hipólito de Oliveira Campos, quando exercia o sacerdócio em Cuiabá, esqueceu hóstias que emboloraram criando larvas! – Resta pergun-tar, que tipo de cristo possui o Catolicismo Romano?
Rubano Mauro, anos 788-857, Abade de Fulda, depois Arcebispo de Mogun-cia, considerava "Heresia grave supor que na eucaristia estava presente a carne nascida de Maria."(Epístola ad Heribaldum).

Santo Agostinho, bispo de Hipona, anos 354-430, gracejava jocosamente da transubstanciação, cuja idéia já existia no seu tempo. – Pregando nas Igrejas dizia: "Por que preparas os dentes e o estômago? Confiar em Cristo é comer o Pão da Vida, não se pode engolir Aquele que subiu vivo para o céu!" (Ver tratado sobre João nr. VXV e Sermões nr. 131, nr.1).

A "La Grande Enciclopedie Française" comentando a eucaristia escreveu que "Os teólogos católicos imaginaram os povos mais feiticistas e os cultos mais idólatras! – Tomam a farinha cozida e o vinho e dizem: Eis nosso Deus, co-mei-o!" Proibidos de raciocinar, os clérigos esqueceram de ler Santo Agos-tinho e a ignorância tornou-se moléstia geral!

A CEIA DO SENHOR E A MISSA

Nosso Senhor usava parábolas e metáforas dizendo: "Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; Eu Sou o pão que desceu do céu; mi-nha carne é verdadeiramente comida e meu sangue bebida.", etc.
•Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que falas por parábolas?" – No contexto Jesus explicou: "As palavras que Eu vos digo são espírito e vida!"(João 6:63)
•Com esses esclarecimentos do Mestre não é difícil entender que o pão e o vinho na Ceia do Senhor APENAS RECORDAM o corpo e o sangue dele, mas não há "Presença real" como quer a Igreja Católica Romana.

Foi tomando essas palavras ao pé da letra e tropeçando em metáforas que o Catolicismo transformou a simples hóstia em coisa complicada!
papa Gelásio I, ano 492-6, ensinava que "A natureza dos elementos da Ceia não deixavam de existir depois da benção".
•papa Gelásio II, anos 1118-19, não aceitava a transubstanciação dizen-do: "Na eucaristia a natureza do pão e do vinho não cessam de existir e ordenava as igrejas que servissem aos fiéis o vinho e não somente o pão."
•papa romano S. Clemente pensava igual, expressou-se assim: "O pão e o vinho na Ceia são símbolos. Não se transformam em coisa alguma!
•Albertinus cita Pio II como discordante também.

Como também não é possível acarear os papas, os católicos deveriam estu-dar o espírito das palavras de Cristo quando se referiu à Ceia (Fontes de refe-rência: Da Duabos in Cristo adv. Eutychem et Nestorium, São TOMAZ Sum Theo., Vol. 7, pág.134, e, Clemente Livro VII, cáp. V, pág.23)
•Albertinus cita ainda quatro Cardiais de então: Bonaventura, Alícuo, Cujan e Cajetano, dois Arcebispos, cino Bispos e 19 doutores da igreja que interpretavam o Evangelho de João, cáp. 6:53-63, no sentido espi-ritual e simbólico.
•S. Cirilo de Jerusalém e S. Gregório de Nissa fizeram referências à "u-nião mística" na eucaristia, mas nada falaram sobre "presença real" (Sacra Coena Adv.Lanfrancum e Cath XXI, 13 respectivamente).

A doutrina da transformação dos elementos na Eucaristia, apresenta sérios problemas para o raciocínio! Se Cristo disse para celebrar a Ceia "Até que Eu venha" não pode estar presente! – Se vem não está!
•Ele foi o primeiro a servir-se da Ceia. Teia Cristo engolido a Si mesmo?
•Concílio de Trento complicou ainda mais o assunto prescrevendo que "Se uma hóstia for partida em muitos pedaços, Cristo estará presente em cada fração; se uma parte cair no altar, o lugar deverá ser lambido com a língua!"(Concílio de Trento, Seção XIII, cáp. 3, D.876)

Verifica-se que esse dogma não resiste a nenhuma análise: seu mais "peri-goso adversário não são os teólogos protestantes, mas sim os cientistas como Einstein, Oppenhelmer e outros corifeus da ciência atômica!..."
A CELEBRAÇÃO DA MISSA é mais uma encenação do que um Culto cristão. – Veja como Marinho Cochem descreve a cerimônia na "Explicação da Mis-sa", pag.40)
•O sacerdote durante uma só missa benze-se 16 vezes, volta-se para o povo outras 16 vezes; beija o altar 8 vezes, levanta os olhos 11 vezes, 10 vezes bate no peito e ajoelha-se 10 vezes e junta a mão 54 vezes!
•Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros, inclina-se 8 ve-zes e beija a oferta 36 vezes; põe as mãos sobre o peito 11 vezes e 8 vezes olha para o céu. Faz 11 orações em voz baixa e 13 em voz alta, descobre o cálice e o cobre de novo 5 vezes e muda de lugar 20 vezes!
•Talvez foi por isso que Jesus disse: "Vinde a Mim e Eu vos darei des-canso!" A transubstanciação romanista é pura ilusão e não pode ser aceita por nenhuma inteligência esclarecida e alimentada pela leitura das Sagradas Escrituras.

CONCLUSÃO

Finalizando, posso dizer que a Transubstanciação (Hóstia, Corpo de Cristo) pode ser refutada claramente pela Palavra de Deus. Alguns textos a derru-bam esse falso dogma. São eles: Jo. 6. 35-40: , 55, 56, 63; 1 Co. 11. 25-28. A missa também não tem base nenhuma nas Sagradas Escrituras, como Ritua-lismo sem vida espiritual, onde vão apenas para parecerem religiosos, como os fariseus. A maioria dos Católicos só vão à Missa para batizar o filho, para casamento ou para chamada missa de corpo presente quando morre. Muitos católicos vão à Missa domingo pela manhã e depois vão se embriagar em festas “ou nos centros de terreiro”. A Refutação Bíblica da missa é facilmen-te depreendida em: Rm. 1. 25; Ex. 20. 4, 5; At. 17. 29; etc.

Na verdade, A ceia do Senhor, que consiste no pão e vinho com elementos, é o símbolo como exprime nossa participação na natureza divina de nosso Se-nhor Jesus Cristo( II Pedro 1.4) e profetiza sua segunda vinda( I Co 11.26) e isso foi ordenado a todos os Cristãos “até que Ele venha”.

Junto com o serviço da palavra, a primeira igreja da história perseverava na comunhão (At.2:42). Lucas explica algo mais a respeito desta comunhão nos versos subseqüentes. Os crentes ficavam juntos indica que estavam juntos como família de Deus, isto é, regularmente, e tinham tudo em comum. Mar-shall sugere que “ não seria surpreendente... que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico, a seita de Cunrã, adotasse este modo de vida.”

A adoração genuína conduz-nos à lembrança de que não somos de nós mesmos. Fomos comprados por preço infinitamente alto. Conseqüentemen-te, somos escravos de Deus e dos membros do Seu Corpo. Ações de graça pelo sacrifício do Filho de Deus incitam os filhos beneficiados a indagar co-mo se desincumbir da obrigação imposta. Que presente digno devemos tra-zer para o altar cristão?

O pano de fundo da eucaristia cristã descobre-se na refeição da Páscoa. Esta celebração consistia de duas partes : primeira, “enquanto comiam”, e se-gunda, “depois de cear” (I Cor.11:24). O que Jesus insistiu originalmente era repetido como duas partes de uma refeição maior - ágape ou “ festa de a-mor”, com a intenção de beneficiar os cristão mais carentes da igreja. Esta refeição, que substituiu a Páscoa dos judeus, era tomada diária ou semanal-mente. Percebe-se pela leitura de I Cor. 11:17-22, que esta refeição era a “ Ceia do Senhor”, que reunia todos os membros da família de Deus. além de relembrar a morte de Jesus e a inauguração da Nova aliança, a Ceia confir-mava, de maneira inconfundível, que todos os participantes tinham uma vida em comum. Ricos e pobres, livres e escravos, todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma responsabilidade mútua, uns pêlos outros.

O caráter dessa refeição não se evidencia somente numa dramatização do sacrifício único do Filho de Deus pêlos nossos pecados, mas era também uma demonstração da adoração que tem implicações horizontais. Daí, o ve-emente protesto de Paulo, em Corinto, diante da negação na prática da co-munhão que a ceia devia demonstrar. “... não é a ceia do Senhor que comeis. Porque ao comerdes, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia” (I Cor. 11:20). Agindo assim, profanavam o Corpo de Cristo formado pela morte e ressurreição. Comiam e bebiam juízo para si.

Os cristãos que comem juntos no culto são integrados num corpo compará-vel ao corpo humano. Uma vida ou personalidade ocupa a unidade física hu-mana, de tal forma que nenhuma parte pode se desligar sem prejuízo para as outras, nem podem desprezar uma à outra, nem devem ter inveja.
BIBLIOGRAFIA


ANDRADE, Anísio Renato. Apostila “O Culto Cristão”, SEBEGE – Se-
minário Batista do Estado de Minas Gerais


BRITO, Robson. Apostila Catolicismo


MARTINS, ex-padre Gióia. Ceia e Missa.


CHINIQUI, ex-padre Texto: Cinqüenta Anos na Igreja Católica.


Noticiários de periódicos e textos da Bíblia Sagrada.

sábado, 2 de maio de 2009

Texto Criado por. Pb Jocenan R. Firmino

A falta de etica moral nos EUA tem causado preocupaçao na igreja catolica americana,o mundo tem sentido o reflexo da crise que atingiu o pais do Tio Sam, e como um efeito domino vindo atingir a economia mundial,levando o fechamento de grandes empresas que possuia um historico rico por sua produçao, surgiu entao as demissoes em massa,levando os imigrantes a retornarem a sua patria como aconteceu com os dekassegui.(cidadoes brasileiros filhos,netos e bisneto de japoneses que migram para o japao em busca de trabalho
Mais acima de tudo a pior recessao que os americanos pode sentir e a crise da Fe americana,situaçao que tem levado a Santa-Se como e chamada e que de santa nao possui nada, a refletir sobre a baixa no numeros de adeptos na igreja catolica,uma evasao enorme,
Com o surgimento de padres sendo processado por pedofilia como ocorreu com o bispo de Boston e outros mais,onde as indenizaçaoes ultrapassam os 5 Milhoes de dolares, a fragilidade daqueles que sao considerados mediadores entre Deus e o homem,isto sem contar as imoralidades de alguns sacerdotes envolvidos com Homossexualismo,Fornicaçao exemplo disto e o ex-padre e atual Presidente paraguaio Fernando Lugo que adimitiu ter tido um filho com uma jovem de 26 anos,abandonando assim a batina para assumir a presidencia do Paraguai,tudo isto tem sido um escandalo e o trampolim p/ o declinio de 67,5% para 65,1% porcentagem esta muito preocupante para a igreja se intitula-se unica representante de Deus aqui na terra
Hoje nos EUA igrejas que estao fechando suas paroquias,outras estao sendo demolida,e nao e por causa da perseguiçao religiosa c/ aconteceu a igreja primitiva (Atos 9.1-2 ) mais pela desmotivaçao de saberem que cerca de 3 mil padres estao sendo investigado pelo Vaticano por comportamento ilicito
O que para alguns de nos nao e novidade, conhecendo um pouco a historia do catolicismo chega-nos a causar certos constrangimento de saber que mesma em certo periodo da historia brincou com o que o ser humano tem mais de valioso a Fe, com a venda de indulgencia quando se pagava para herda a Salvaçao sendo que em Ef 2.7 o Apostolo faz mençao que e de Graça ,Cavaco da cruz de Cristo,Leite de Maria,Dente de Joao Batista ,como diz o ancora do jornal da Band Borris Casoy (Isto e uma Vergonha )
A crise da Fe Americana chegou ate aqui em nosso pais,onde estao se criando meios p/ nao perderem os fieis e o publico de forma em geral, temos provado por meio de pesquisa que o numero de Evangelicos tem crescido no Brasil indice provado pela revista veja, acesse e leia a materia na integra, ( veja.abril.com.br/idade/exclusivo/evangelicos/contexto01.html ) segundo afirma padre Juarez de Castro a melhor alternativa e criar meios e novidades para o publico mais jovens como e o caso da Cristoteca algo semelhante a discoteca onde rola musicas desde Catolica a romanticas, alerta o padre bebidas somente sem Alcool,tudo nao passa de medo de perderem mais seus adeptos,com a cultura de uma geraçao mais criativa,a antiga liturgia catolica vai dando lugar a mais nova e Generica,onde passaram a inovar imitando os cultos evangelicos.pois a as missas de antigamente nao passava de uma celebraçao pobre,arcaica,sem vida e ate mesmo se podia dormir na hora de suas celebraçao,situaçao inversa c/ o surgimento da Rcc, (Renovaçao Catolica Carismatica)
Pergunto aonde esta a velha frase de Sao Cipriano que disse no concilio de Latrao perdeu o seu valor NULLA SALUS EXTRA ECCLESIAM, fora da santa igreja catolica nao a Salvaçao , SERA MESMO

Texto Criado por. Pb Jocenan R. Firmino
E-mail. Bispofirmino@ig.com.br

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Curso para Pregadores

Introdução

* Efésios 4:29

Pensamentos para reflexão:

* “O escrever torna o homem exato”./ “A melhor memória é o lápis na mão.”

* “Aquele que vê o invisível realiza o impossível”.

* “Qualquer pessoa, física e mentalmente capacitada para falar , pode tornar-se orador eficiente sem que para isso, necessite de dotes de eloquência. Basta aprender, pelo estudo e pela prática, a desenvolver suas qualidades naturais e os recursos de saber e experiência”. (Oratória Eficiente de Hoje, p. 24).

* “Um poeta nasce poeta, um orador se faz”.

* Tomaz Édson: “Em todo gênio há 99% de transpiração e um por cento de inspiração” .

* Agostinho: “O que um homem faz, outro pode fazer”.

* “Um dos melhores auxílios para desenvolver a oratória é a leitura. Portanto, você jamais será um bom orador se não for um bom leitor”.

* “A pregação só será viva quando ela refletir a experiência pessoal”.

Como deve ser a Pregação:


1.Bíblica .(Sua fonte primária/comece abrindo-a).

2.Cristocêntrica .(“A natureza nos forma, a ciência nos informa , mas, somente a Bíblia através de Cristo nos transforma”).

3.Dependente do Espírito .( Tanto no preparo como na apresentação).

4.Isenta do Eu .(Experiência do jovem pregador : “se você houvesse subido como você desceu você teria descido como você subiu”). A habilidade impressiona, mas, não transforma.

5.Fervorosa e Entusiasta .(Deus dentro). O entusiasmo faz a mentira parecer verdade e a falta dele faz a verdade paracer mentira.

6.Clara e Precisa .(Muitos pregam sermões que poderiam ser intitulados: “um dia compreenderás”).

7.Que revele o Amor de Deus. (Nenhum sermão deve ser apresentado sem ter esta ênfase).

II.Tipos de Sermão:

*Temático – Determina-se um assunto e procura-se textos, ilustrações e pensamentos para apoiá-lo.(Cuidando para se deter dentro do tema escolhido).

Modelos:

O Choro de Jesus:

I.Por causa de um homem (João 11:32-36).

II.Por causa de uma cidade (Lucas 19: 28; 41-44).

III.Por causa do mundo (Mateus 26: 36-38; Lucas 22:44).

As Quatro Ressurreições por Jesus:

I.Logo após a morte (Marcos 5:21-23 e 35-43).

II.Após 24 horas (Lucas 7:11-17).

III.Após 4 dias (João 11:17;38-45).

IV.Após vários Séculos (João 5:28 e 29/Apocalípse 20:6).

*Textual- É aquele cuja divisão (idéias principais) é tirada do texto Bíblico.

Modelos:


II Crônicas 7:14 Miquéias 6:8

Passos para Deus nos ouvir: O que Deus espera do Cristão:

I. Conversão. I. Que pratique a justiça.

II. Busca. II. Que ame a misericórdia.

III. Humildade. III. Que ande humildemente com o Senhor.

IV. Oração.



*Expositivo – “ É aquele que surge de uma passagem bíblica com mais de dois ou três versículo. Teoricamente este tipo de sermão difere do sermão textual, principalmente pela extensão da passagem bíblica em que se baseia; na prática ambos se sobrepõem.”A Pregação de Sermões p. 70.

Modelos:

Marcos 10:46-52
Atos Gigantes em direção a Cristo
I. “Assentado junto ao Caminho” (Humildade).

II. “Começou a clamar” (Coragem).

III. “Levantou-se”(Fé).

IV. “Seguiu a Jesus” (Perseverança).

Gênesis 35:1-7

Subamos a Betel

I. Tirai os deuses estranhos do meio de vós.

II. Purificai-vos.

III. Mudai vossos vestidos.

IV. Levantemo-nos.

III. Divisões de um Sermão:

I. Introdução.

II. Corpo.

III. Conclusão.

·Introdução - Parte orientadora do tema. Opções para uma introdução: a)Anunciar o tema(“O Homem que morreu 4 vezes”), b)Narrar um fato apropriado (A mente humana capta melhor fatos), c)Contar uma história.

Características de uma boa Introdução:

1.Esmero: (cuidado especial, capricho). “Os 5 primeiros minutos definem a batalha”.

É importante ser caprichoso na elaboração da introdução para despertar o interesse

e obter boa vontade da parte dos ouvintes.

2.Modesta: Não prometer mais do que se dará.

3.Breve: “Tanto tempo pondo à mesa que o apetite se foi”(e o pior, alimento pobre).

4.Evitar : Sensacionalismo e excesso de humor.

* Corpo – No corpo o pregador faz exposição do assunto fundamentando a tese com citações, argumentações consistentes e convincentes. O corpo deve ter uma estrutura , divisões da idéia (a idéia básica deve ser uma só, mas apresentada num raciocínio lógico e progressivo, de sub-idéias relacionadas à esta idéia básica).

O Corpo do sermão inclui Explicação, Interpretação e Aplicação do texto.



*Conclusão – Se divide em três partes: a)Repasse das idéias principais do corpo,

b)Reforço das Idéias, c)Apelo para que as idéias sejam aceitas.

Esqueleto de um Sermão:

I.Introdução: (Breve fato e leitura do texto).

II. Explicação: (Narrar com as próprias palavras o que aconteceu, sem interpretar e sem usar ilustrações).

III.Interpretação: (Contexto/Momento histórico. Podem ser usadas ilustrações/sem aplicações).

IV.Aplicação: (Trazer o texto para as situações de vida do momento: “Estamos hoje na mesma situação...”).

V.Conclusão: (Apelo).

IV.Preparo de um Sermão (Textual ou Expositivo):

01.Fazer uma Poupança de Textos ao longo do devocional diário (textos que lhe tocaram, fizeram arder o coração).

02.Escolher um dos textos (dentro da necessidade atual).

03.Leitura do texto e contexto várias vezes, para identificar-se , familiarizar-se, até ter condições de dizer nas próprias palavras o seu conteúdo, fugindo da tentação de interpretar.

04.Meditar, meditar, meditar... (“Brain Storn”) “Pensar dói”.

05.Buscar outras traduções da Bíblia.

06.Análise Técnica – Organizar as partes em forma de Resumo (Esboço) do conteúdo.



Ex: Hebreus 1:1

a)Muitas vezes.

b)De muitas maneiras.

c)Pelos profetas.

1- Deus falou antigamente.


2- Nestes últimos dias falou-nos pelo Filho.

07. Concordância – pesquisar outros textos que tenham o mesmo sentido, e que possam lançar luz sobre o texto em análise.

08. Espírito de Profecia.

09. Buscar todo material disponível: dicionários, comentários, livros de sermões, etc.

10. Determinar a Idéia Básica (“Deus fala por meio de Seu Filho” / “A mais completa

revelação”).

11.Completar o esboço com ilustrações, citações, explicações.

12.Preparar a Aplicação e a Conclusão.

13.Preparar a Introdução.

14.Fazer a Redação do Tema – juntar as partes, posicionando-as como achar mais adequado, e desenvolvê-la.

15.Dominá-lo bem para pronunciá-lo.

16.Ore durante todo o tempo de preparo e também para apresentação.

V. Questões Práticas:

01.Duração do Sermão – 25 a 30 minutos (“Até 30 min. se fala em nome de Deus”). Ilustração: Pastor com bandeite no rosto. “Pensei no sermão e cortei o rosto”. “Pr., da próxima pense na barba e corte o sermão”.

02.Uso adequado da voz: “Alguns destroem a impressão solene que possam haver causado no povo por elevarem a voz demasiado alto, proclamando a verdade com brados e gritos... Esse gritar, porém, que faz ? Isto não dá ao povo nenhuma idéia mais exaltada da verdade, nem impressiona mais profundamente. Causa apenas uma sensação de desagrado nos ouvintes e fatiga os órgãos vocais do orador.”(Ev., p.667)

“Quando eu era mais moça, costumava falar demasiadamente alto. O Senhor mostrou-me que eu não poderia causar no povo a devida impressão elevando a voz a um tom fora do natural. Foi-me então apresentado Cristo e Sua maneira de falar; havia suave melodia em Sua voz. Esta, lenta e calma, chegava aos que O escutavam, e Suas palavras penetravam-lhes no coração, e eles podiam apanhar o que fora dito Antes de ser proferida a sentença seguinte.” (Ev. p. 670).

03.Não permitir a participação de nenhum intruso no seu sermão.

04.Não pedir desculpas ( Se errou não comente). “Desculpas no máximo trazem piedade, mas, não geram boa vontade”.

05.Nunca pregue sobre algo não vivido por você.

06.Ao contar experiências próprias evite a idéia de “herói” ou “artista”. Conte também

fracassos.

07.Não empregar um só tipo de sermão, variar . ( Exortativo, Conforto, Doutrinário,

Crise Existêncial, etc).

08.Ao invés de pregar sobre algo que se aplique ao irmão x , pregue sobre algo que

trouxe solução para uma problema pessoal seu.

09.Estar atento a tudo quanto se pode dali produzir um sermão.

10.É importante, para o orador, um vocabulário rico, mas, um vocabulário difícil é uma

falha ou isnobismo. O melhor vocabulário é o que se adapta ao público.

11.Naturalidade – Não mude a voz, gestos, não imite a ninguém, etc. Seja você mesmo.

12.Não arrisque expor um assunto do qual você não tenha completo domínio.

13.Não negligencie preparo técnico e espiritual.

14.E saiba: os melhores sermões pregados por você serão os que você próprio se der ao trabalho de preparar (II Tim. 4:

TEMA: SETE PASSOS PARA VENCER A CRISE FINANCEITA

TEMA: SETE PASSOS PARA VENCER A CRISE FINANCEITA
TEXTO 2 Reis 4:1-7
INTRODUÇÃO
MEUS, QUERIDOS, TODOS NOS PASSAMOS POR MOMENTOS DIVICIOS MAIS TEMOS SEMPRE DE ESTÁ CONFIANDO EM DEUS.
I) Não aceite a crise como “um beco sem saída”. (2 Reis 4:1)
1. Não existe beco sem saída para os filhos de Deus.
2. O otimista nunca diz: “Não tem jeito!”
3. O otimista consegue enxergar aquilo que os outros não percebem.
“Sempre haverá uma saída em Deus”.
II) Não aceite um acordo para perder aquilo que você tem de mais precioso. Ela tinha “os filhos” que serviria como pagamento das dividas. Eles seriam levados como escravos.
Dependendo dos acordos que fazemos, vencemos as dividas, ou por elas somos vencidos.
1. Há pessoas que fazem acordo, mas sacrificam aquilo que é inegociável.
a. Sacrificam os Filhos, esposa, o casamento, a família.
b. Sacrificam a saúde.
c. Sacrificam sua Honestidade, sua integridade.
d. Sacrificam sua comunhão com Deus.
III) Busque orientação, conselho, direção financeira.
“...clamou a Eliseu, dizendo:...” (2 Reis 4:1)
1. As grandes empresas pagam muito dinheiro por uma orientação sábia de um consultor financeiro.
“Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança” (Pv 11:14).
“O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio”. (Pv 12:15)
“ Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam”. (Pv 15:22)
“Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros”. (Pv 24:6)
IV) Siga a instrução recebida. (2 Reis 4:5,6)
Muitas pessoas morrem porque não seguem a instrução recebida do médico.
1. Ela acreditou na idoneidade do conselheiro.
2. Ela colocou em prática aquilo que ouviu.
3. Ela seguiu a instrução completa, não mudou nada.



V) Não a milagre financeiro sem trabalho. (2 Reis 4:3,4)
Acredite em milagre não em mágica.
Pedir vasilhas.
Carregar vasilhas.
Encher as vasilhas.
Sem trabalho não há vitória sobre a crise financeira.
Um problema chamado preguiça.
“A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecerá fome”. (Pv 19:15)
“Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça”. (PV 31:27)
“...se alguém não quiser trabalhar, não coma também”. (2 Ts 3:10)
“O preguiçoso inventa as desculpas mais esfarrapadas para não trabalhar”. (Pv 22:13)
VI) Não use desculpas ilógicas para não pagar a divida.
1. Quem deve não foge das dividas.
2. Quem deve respeita o credor. A viúva não tirou razão do credor desrespeitando-o.
3. Quem deve busca uma forma de resolver seu problema.
VII) O tripé do sucesso financeiro.
Comprar. (O que tens em casa? Algo que ela tinha comprado.) Primeiro, você precisa saber comprar. No mundo inteiro as pessoas sabem o que é desconto. Quem sabe comprar, é um bom administrador.
Vender. (O pouco foi multiplicado, agora ela precisava negociar bem!) Tudo na vida depende da nossa capacidade de negociação. Ex., recebeu um oferta de 100 reais e com ela fez chocolate e vendeu durante 6 meses, o tempo que demorou para Deus abrir uma porta de trabalho para ele e sua esposa.) Um dos principais segredos do sucesso financeiro está no saber negociar.
Pagar. (Leve a sério os compromissos assumidos.) Deus não pode abençoar:
a. Pessoas desonestas, (Ef 4:28).
b. Pessoas descontroladas, (Gl 5:23)
c. Pessoas irresponsáveis, (Mt 25:18, 26-29).
Conclusão:
A sua vida amanhã, depende de como você administra suas finanças hoje.
“Vivei do resto...” (1 Reis 4:7)

CULTO NA IGREJA O BRASIL PARA CRISTO

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CONFERENCISTA ROBERTO GADRÉT PREGANDO NA IGREJA QUE ELE REUNE

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CONFERENCISTA ROBERTO GADRÉT

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EU E MEU AMIGO ROBERTO SANTOS

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O CONFERENCISTA ROBERTO PREGANDO NO CONGRESSO NA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS PASTOR DIONISIO

A FILHA DO ROBERTO COM SUAS AMIGUINHAS

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CRIANÇAS FELIZ

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O CONFERENCISTA ROBERTO PREGANDO EM UMA FESTA DE JOVENS